A coluna discute como a masculinidade hegemônica em alguns jogadores de futebol reage negativamente a um drible, interpretando-o como uma afronta. A autora argumenta que essa fragilidade masculina torna o futebol mais chato e que a presença feminina evidencia esses comportamentos.
O artigo reflete sobre o legado de Oscar Schmidt, destacando suas lágrimas em quadra como um ensinamento sobre a vulnerabilidade masculina. A autora Milly Lacombe argumenta que a sociedade ensina aos homens a reprimir emoções, mas a exemplo de Oscar, eles podem chorar e mostrar tristeza sem que isso seja sinal de fraqueza. A matéria aborda a arte de perder como parte da existência humana e critica os consensos criados por sistemas de dominação.
O artigo discute a problemática da masculinidade hegemônica e adoentada presente no futebol, exemplificada por gestos agressivos e comportamentos descontrolados. A autora argumenta que esse modelo de masculinidade prejudica não apenas as mulheres, mas também os próprios homens, limitando sua sensibilidade e vulnerabilidade. Milly Lacombe defende a necessidade de uma nova masculinidade, menos perversa e mais humana, que vá além das opções limitadas de 'chazinho da tarde' ou 'jogo de macho'.
O artigo de Juca Kfouri analisa a repercussão de uma ironia de Alicia Klein sobre a convocação de Neymar para a Copa do Mundo. O autor critica o analfabetismo funcional, ideológico e o machismo presentes nas reações, defendendo a compreensão da sátira e condenando a cegueira política e a covardia nas críticas.
A colunista Milly Lacombe analisa a declaração misógina de Neymar após uma partida, onde ele chamou o juiz de "chico", expressão historicamente usada para se referir à menstruação feminina. O artigo critica o silêncio e a falta de reação da imprensa e de figuras públicas diante desse tipo de fala, destacando como a misoginia se perpetua e dificulta sua criminalização.
O artigo reflete sobre a construção da identidade feminina, questionando a ideia de que ser mulher é determinado biologicamente. A autora argumenta que a sociedade impõe normas de feminilidade e que a jornada para se tornar mulher envolve lutas e resistências, abordando também a questão da inclusão de mulheres trans no esporte.
A criminalização da misoginia representa uma vitória para a luta feminista, mas a autora Milly Lacombe argumenta que essa conquista legal é apenas o primeiro passo. É fundamental popularizar a compreensão do que é misoginia, diferenciando-a do machismo, e investir em educação e pedagogia para combater essa ideologia. A autora também ressalta a necessidade de mudanças na estrutura financeira e econômica da sociedade para garantir a liberdade material das mulheres.
O artigo aborda a relação entre a linguagem e o feminicídio, argumentando que todo assassinato de mulher por parceiro ou familiar começa com palavras de coerção e ameaça. A autora destaca a importância da ação masculina em reprimir e denunciar atitudes machistas, ressaltando que a omissão contribui para a violência.
O artigo critica o comportamento descontrolado de treinadores e jogadores no futebol masculino, comparando suas reações exageradas em campo com o silêncio diante de crimes de gênero. A autora argumenta que a histeria e a vulgaridade são celebradas, enquanto a inteligência e a elegância são desvalorizadas no esporte.
A colunista Alicia Klein analisa a polêmica envolvendo a cantora Chappell Roan e o jogador Jorginho, do Flamengo. O caso, que iniciou com uma acusação de maus-tratos a uma criança por parte de um segurança da artista, escalou para uma enxurrada de críticas à cantora e até mesmo um veto do prefeito do Rio de Janeiro a futuras apresentações. A autora contrapõe a severidade com que uma mulher é julgada por um suposto incidente com uma criança, em comparação à complacência com homens acusados de crimes graves.
A coluna discute a contratação de Cuca pelo Santos e a controvérsia envolvendo seu passado com um caso de estupro coletivo nos anos 80. A autora argumenta que a palavra 'superação' usada pelo presidente do Santos é inadequada, defendendo a conscientização e a justiça restaurativa como caminhos para a transformação social, em vez de punição pura e simples. A matéria amplia o debate para além de Cuca, abordando a violência contra a mulher no futebol e a reação de homens que minimizam o assunto.
O artigo critica a contratação de Cuca pelo Santos, reiterando a frequência com que grandes clubes brasileiros contratam técnicos e jogadores com histórico de acusações de crimes sexuais. A autora destaca a impunidade e o descaso com que essas questões são tratadas no futebol masculino, utilizando o posicionamento corajoso da jogadora Fê Palermo como contraponto.
Um evento organizado pelo governo para combater o feminicídio e a violência de gênero acabou se tornando um exemplo de machismo, ao segregar homens e mulheres em salas diferentes. A colunista Milly Lacombe critica a organização do evento e a aparente negligência do governo em ouvir as pautas femininas, apesar de iniciativas positivas anteriores.
O artigo discute a relação entre o feminismo e os conflitos bélicos globais, argumentando que o movimento se opõe a guerras, especialmente as coloniais. Além disso, aborda o caso Daniel Vorcaro e o banco Master, destacando a misoginia e o machismo presentes nas investigações e na minimização da importância das festas do empresário, clamando por investigações mais profundas sobre as mulheres envolvidas.
Este artigo de opinião critica as manifestações superficiais de apoio às mulheres em 8 de março, vindas de homens que demonstram machismo ao longo do ano. A autora argumenta que o verdadeiro presente seria o compromisso genuíno com a igualdade e o fim da violência contra a mulher, em vez de gestos vazios e hipócritas.
O zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, foi suspenso por 12 jogos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP) por declarações machistas contra a árbitra Daiane Muniz. O jogador também foi multado em R$ 30 mil e fez um pedido de desculpas público após o incidente.
O artigo critica a justiça desportiva por meio da suspensão de um zagueiro do Bragantino por comentários misóginos. A autora destaca a falta de critério nas punições, comparando o caso com outros de homofobia e assédio que resultaram em penas brandas ou nenhuma punição, expondo um 'teatro' em vez de uma justiça efetiva.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, rebateu as reclamações do São Paulo sobre a arbitragem da partida. Ela criticou a forma como o clube paulista abordou a questão e utilizou a situação para discutir o machismo no esporte.
O artigo discute a relação intrínseca entre o futebol e a cultura da masculinidade tóxica, argumentando que o esporte, por ser um ambiente altamente misógino e machista, fomenta a ocorrência de crimes sexuais. A autora utiliza o caso de João Gabriel Xavier Bertho, jogador do Serrano acusado de estupro coletivo, como exemplo para ilustrar como a dominação e a validação masculina, através do abuso, são normalizadas em determinados contextos.
Bragantino e Athletico-PR empataram por 1 a 1 em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo foi marcado por forte chuva, que prejudicou o gramado, e por duas expulsões do Bragantino, que terminou com nove jogadores. Além disso, o Bragantino puniu o zagueiro Gustavo Marques por falas machistas contra uma árbitra.