O artigo critica a hipocrisia da FIFA, liderada por Gianni Infantino, em relação à Copa Africana de Nações. A autora aponta que, enquanto a entidade condena veementemente incidentes pontuais na competição africana, ignora ou minimiza casos graves de corrupção, misoginia, LGBTfobia e racismo em outros contextos, especialmente aqueles ligados a interesses políticos e financeiros. A análise destaca a seletividade moral da FIFA e seu duplo padrão na aplicação de suas próprias regras e valores.
A colunista Milly Lacombe critica a postura do futebol brasileiro e da CBF diante de um massacre em favelas cariocas, onde 121 pessoas foram mortas. Ela aponta a hipocrisia de se manifestar contra o racismo em jogos, mas silenciar diante da violência estatal que atinge a população periférica, de onde muitos jogadores e trabalhadores do esporte se originam. A autora clama por uma postura mais ativa e solidária do futebol com as comunidades.