O artigo argumenta que o caso Jeffrey Epstein deve ser compreendido dentro das estruturas do patriarcado, e não como um sintoma do capitalismo ou de conspirações políticas. A autora defende que a violência contra mulheres e a dominação masculina são elementos centrais que organizam a sociedade e fundamentam sistemas econômicos.
A coletiva de imprensa de vítimas de Jeffrey Epstein no Capitólio, promovida para apresentar um projeto de lei contra prescrição de crimes sexuais, expôs a força do machismo. O senador Chuck Schumer, ao chamar as sobreviventes de "mulheres bonitas" e centralizar a coletiva, demonstrou como o patriarcado se manifesta, mesmo com boas intenções. A autora critica a centralidade de homens aliados em lutas lideradas por vítimas.
O artigo critica a descrença em relação às vítimas de Jeffrey Epstein, mesmo com seus testemunhos juramentados, e a prioridade dada a emails e documentos em detrimento das palavras de centenas de sobreviventes. A autora aponta para uma campanha de gaslighting do Departamento de Justiça dos EUA e a proteção a poderosos citados em investigações, destacando a falha moral do patriarcado.