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Análise dos Times

Neymar

Principal

Motivo: A análise se concentra na figura de Neymar e na declaração que ele fez, não em uma análise direta de sua performance ou desempenho em campo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado apenas como clube de Neymar em um contexto específico da declaração.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado para criar um paralelo com outra situação, não como foco principal.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

santos sao paulo neymar bragantino juca kfouri lula trump josias de souza gustavo marques daniela lima sakamoto flavio pp uniao brasil vladimir safatle lei maria da penha

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Por que sou contra uma punição a Neymar por declaração misógina Milly Lacombe Colunista do UOL 07/04/2026 14h19 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Neymar, do Santos, em ação contra o Remo, pelo Brasileirão Imagem: Mauricio De Souza/AGIF Neymar pode ser punido por ter dito que o juiz da partida foi mal porque estaria menstruado. Existem recursos para puni-lo nos moldes do que foi feito com o zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, quando ele disse que não podemos ter mulheres apitando jogos grandes. A punição é parte do jogo e muitas pessoas letradas no feminismo são a favor. Entendo e tendo a concordar em casos específicos. Mas meu argumento é: uma lei que apenas puna não vai nos levar a lugar algum. Leis não podem estar a serviço dos nossos (compreensíveis) desejos de vingança. Todos e todas temos esses desejos. É absolutamente ordinário. O que é extraordinário seria tentarmos nos desvencilhar deles em nome de transformações sociais. Vamos supor que Neymar seja punido com ganchos e multa por ter associado menstruação à insensatez e falta de capacidade técnica. Isso causaria um furor na opinião pública. Neymar seria visto como vítima por muitos e não haveria espaço de diálogo para explicar que ele não é a vítima dessa história. Ficaríamos berrando de nossas trincheiras sem conseguir nos escutar. Não teríamos como mudar essa sensação, construída por séculos e mais séculos de patriarcado. É raro o homem que seja acusado de algum tipo de prática machista e deixe de se enxergar como a vítima da situação. O que faz sentido: se todos fazem, por que só ele está sendo punido? Juca Kfouri O vento sopra a favor do São Paulo no Uruguai Daniela Lima Flávio busca vice no PP para atrair União Brasil Josias de Souza Alarme da impopularidade toca na campanha de Lula Sakamoto Trump amarelou de novo, mas a barbárie continua No caso de Neymar, estaríamos usando uma munição pesada contra um erro considerado leve. Não estou dizendo que seja leve, estou chamando atenção para a percepção popular sobre o episódio. O campo da política é aquele que organiza a forma como a gente vê, percebe e sente o mundo ao nosso redor. Ler Vladimir Safatle ajuda a gente a compreender essa organização. Uma luta estruturada e com objetivos claros sabe recuar taticamente. É o que eu faria aqui (e o que teria feito com Gustavo Marques). Transformar a punição em letramento. Esqueçam os protocolares e vazios ganchos e multas. Neymar poderia ter que passar alguns meses frequentando vítimas da violência praticada por homens contra mulheres. Poderia ser envolvido nos recursos da Lei Maria da Penha para trabalhar com sobreviventes por exemplo. Poderia ser obrigado a ler livros, a ter aulas. Enfim. Há alternativas. Imaginem quem seria o Neymar reformado. Imaginem Neymar lutando por direitos básicos para mulheres. Imaginem Neymar construindo um Brasil melhor para suas filhas. Muitos me chamam de ingênua. Não sou ingênua. Posso ser inocente, mas não ingênua. A inocência me faz acreditar que as pessoas se transformam. Todas as pessoas podem se transformar. Já vi muitos homens se transformarem. A criminalização da misoginia é fundamental. Mas não para que punamos de qualquer jeito. É fundamental para que percebamos, enxerguemos e sintamos a misoginia em operação. Fundamental para que apontemos o dedo para ela. Para que a revelemos. Para trazê-la à luz. E, então, para que transformemos a sociedade. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Galvão Bueno manda mensagem a Luís Roberto: 'Estarei sempre ao seu lado' 'Muito mais gostoso': meu primeiro sexo lésbico foi com minha melhor amiga Cruzeiro supera pressão do Barcelona-EQU e vence na estreia da Libertadores Samira é a 13ª eliminada do BBB 26, com 51,24% dos votos Três apostas acertam Lotofácil e levam R$ 1,7 milhão cada; confira dezenas