O artigo analisa criticamente os cursos ministrados por Juliano Cazarré, argumentando que eles reforçam conceitos de poder, controle e dominação masculina. A autora Milly Lacombe defende que esses cursos promovem uma visão patriarcal e colonial de gênero, incentivando a rejeição do feminino e a manutenção de hierarquias sociais prejudiciais.
O artigo discute a proliferação de cursos voltados para a masculinidade, criticando suas propostas que reforçam papéis de gênero tradicionais e ignoram a vulnerabilidade masculina. A autora argumenta que essas iniciativas, muitas vezes ligadas a figuras como Jair Bolsonaro, aprofundam disfunções sociais em vez de resolver problemas reais como a violência contra a mulher.
O documentário "Por Dentro da Machosfera" de Louis Theroux é criticado por não associar o crescimento da misoginia e dos discursos "red pill" à crise do capitalismo. A análise aponta que o filme falha em conectar a busca por pertencimento de jovens à deriva com o colapso de um sistema econômico que instrumentaliza o ódio. Essa ausência de ligação permite a proliferação de grupos que oferecem soluções catastróficas para problemas reais, como a falta de sentido na masculinidade.
O artigo discute a decisão do goleiro Gabriel Brazão de jogar mesmo com o pai em estado terminal na UTI, levantando questões sobre a romantização do trabalho no capitalismo. A autora questiona a ética que força indivíduos a priorizar o emprego em detrimento do luto e dos laços afetivos, criticando o sistema que pode levar à exaustão e ao sofrimento pessoal.
Um artigo de opinião discute a existência de grupos online onde homens trocam informações sobre como dopar e estuprar mulheres, evidenciando uma cultura de ódio e misoginia. A autora Milly Lacombe utiliza dados sobre um site pornográfico e a disseminação desses crimes para contextualizar o problema, enfatizando que a "Academia do Estupro" não é um caso isolado.
O artigo discute a problemática da masculinidade hegemônica e adoentada presente no futebol, exemplificada por gestos agressivos e comportamentos descontrolados. A autora argumenta que esse modelo de masculinidade prejudica não apenas as mulheres, mas também os próprios homens, limitando sua sensibilidade e vulnerabilidade. Milly Lacombe defende a necessidade de uma nova masculinidade, menos perversa e mais humana, que vá além das opções limitadas de 'chazinho da tarde' ou 'jogo de macho'.
O artigo discute como o poder, especialmente em estruturas masculinistas, se articula através de festas e encontros privados, muitas vezes envolvendo atividades sexuais e uso de substâncias. A autora Milly Lacombe expõe que esses métodos são utilizados para determinar promoções, negócios e parcerias, excluindo mulheres de decisões importantes e reforçando o patriarcado.
O artigo discute a criminalização da misoginia, argumentando que piadas machistas e a ridicularização do feminino perpetuam uma estrutura opressiva. A autora defende que a luta feminista visa libertar homens e mulheres dessa estrutura, promovendo empatia e vínculos.
O artigo aborda a relação entre a linguagem e o feminicídio, argumentando que todo assassinato de mulher por parceiro ou familiar começa com palavras de coerção e ameaça. A autora destaca a importância da ação masculina em reprimir e denunciar atitudes machistas, ressaltando que a omissão contribui para a violência.
O artigo critica o comportamento descontrolado de treinadores e jogadores no futebol masculino, comparando suas reações exageradas em campo com o silêncio diante de crimes de gênero. A autora argumenta que a histeria e a vulgaridade são celebradas, enquanto a inteligência e a elegância são desvalorizadas no esporte.
O movimento cristão masculino Legendários anunciou um evento especial em abril chamado 'Amigos do Neymar Jr.'. A iniciativa, que foca em desenvolvimento masculino e princípios bíblicos, já teve curtidas de amigos próximos do jogador. A organização do evento é cercada de mistério e passará por um processo seletivo para os participantes.
O artigo, em tom poético e melancólico, descreve um grupo de homens em uma noite fria, revivendo memórias de lances de futebol de forma fragmentada e silenciosa. A narrativa explora a relação íntima e pessoal dos indivíduos com o esporte, mesmo em um contexto de isolamento e poucas palavras.
O artigo discute as repercussões da declaração machista do jogador Gustavo Marques, criticando a superficialidade das desculpas e a abordagem que foca na competência da árbitra Daiane Muniz. A autora defende que a competência feminina não deve ser um escudo contra o machismo e que a luta contra ele exige um aprofundamento na compreensão do feminismo e na autocrítica dos homens.
A colunista Milly Lacombe relata sua experiência ao vasculhar os arquivos de Jeffrey Epstein, descrevendo o horror dos documentos que expõem o abuso de crianças por homens poderosos. Ela destaca um email que menciona uma 'nova brasileira', sexy e bonitinha, aparentando ter nove anos, e detalha a complexa relação de Noam Chomsky com Epstein, apesar da condenação deste último por exploração sexual de menores.
O artigo critica o lançamento de um pacto nacional contra o feminicídio pelos três Poderes em Brasília, considerando-o tristemente vazio e ineficaz. A autora defende que a iniciativa carece de propostas práticas, como a criminalização da misoginia, e que o foco nos homens como "salvadores" ignora a complexidade do problema.
O lançamento da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil foi marcado por homenagens a grandes nomes da seleção masculina, ofuscando o protagonismo das atletas femininas. Apesar da presença de ícones como Formiga e Cristiane, o evento deu mais destaque aos heróis do futebol masculino, gerando uma oportunidade perdida pela FIFA em valorizar igualmente o esporte feminino.
O artigo critica as declarações do intelectual Francisco Bosco sobre feminismo, argumentando que ele demonstra falta de compreensão sobre a teoria feminista e reforça a masculinidade tóxica. A autora Milly Lacombe refuta os pontos de Bosco, destacando a importância da autocrítica e do aprendizado contínuo, especialmente para homens em posições intelectuais.
A jornalista Fabíola Andrade discute a crescente onda de assédio e violência contra mulheres no jornalismo esportivo, com destaque para incidentes recentes envolvendo repórteres. Ela apela aos homens para que se posicionem ativamente na mudança cultural contra o machismo e a misoginia.
A colunista Milly Lacombe critica a escolha de Lula para um novo ministro do STF, ressaltando que foi mais um homem branco e hétero, em detrimento de mulheres ou pessoas negras. A autora argumenta que o presidente utiliza a pauta identitária de forma superficial, sem um compromisso real com a diversidade de gênero e raça.