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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Chappell Roan x Jorginho: um clássico do machismo Alicia Klein Colunista do UOL 23/03/2026 12h10 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Fãs de Chappell Roan saem em defesa após polêmica com Jorginho, do Flamengo Imagem: Reprodução/Instagram A internet parou neste fim de semana com a polêmica envolvendo a cantora Chappell Roan e o jogador Jorginho. Uma dupla insólita, admito. Resumindo: em um post na sua rede social, o atleta acusou um segurança da artista de maltratar sua filha, depois de a garota sorrir para ela ao perceber que estavam comendo no mesmo hotel. Chappell gravou um vídeo dizendo que não viu nada disso e que o segurança não era dela. Não fez diferença. o que se seguiu foi uma enxurrada de críticas e memes, transformando a estadunidense em uma carrasca infantil. Eduardo Cavaliere, recém-empossado prefeito do Rio de Janeiro, vetou futuras apresentações de Chappell na cidade. Sério. A questão, para mim, não é o incômodo de Jorginho, nem saber se o profissional rude era ou não funcionário da cantora. O que o meio-campista do Flamengo fez é exatamente o que se espera de quem tem filhos: defender a cria de toda a injustiça, real ou percebida. A qualquer pessoa que cause mal ao meu filho eu, particularmente, desejo toda a fúria do sétimo círculo do inferno. Sobre o tal segurança, é provável que nunca saibamos detalhes. Josias de Souza Política do RJ é costurada em cela de Bangu 8 PVC Boto se engana sobre árbitros de vídeo Milly Lacombe O descontrole dos homens no futebol Sakamoto Bolsonaro teria atendido chamado dos EUA no Irã? O que me pega nesta história é a reação do público, a velocidade com que uma mulher foi julgada por supostamente destratar uma criança — ainda que não tenha sido ela diretamente. Durante décadas, coabitamos com uma infinidade de homens suspeitos e até condenados por crimes terríveis, sem que tanta gente se incomodasse. Quantos músicos bateram nas suas namoradas, ou coisa pior, sem serem cancelados, que dirá presos? Para dar apenas um exemplo, Chris Brown seguiu sua carreira de sucesso mesmo depois de reveladas as agressões violentas a Rihanna. No problem . Mas uma mulher que ouse estabelecer limites? Inaceitável. Uma mulher que (supostamente) não sorria ou se esforce para agradar o tempo inteiro? Inconcebível. Não merece seus fãs. Deveria voltar ao ostracismo. Herege. Nada de novo. Apenas uma régua diferente e implacável a nos medir diariamente. Um clássico. Haja saco. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Bolsonaro reeleito teria atendido chamado dos EUA para guerra no Irã? PRF mata a tiros a ex-namorada, comandante da Guarda Municipal de Vitória Expulsão e pênalti: ex-árbitros comentam polêmicas de Corinthians x Fla CPMI do INSS não localiza ex de Vorcaro e avalia condução coercitiva Corinthians teve pênalti não marcado contra o Flamengo? Colunistas divergem