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Análise dos Times

Motivo: O Santos é mencionado como o clube onde Neymar e Robinho atuaram juntos, mas não há viés explícito direcionado ao time.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

neymar robinho garrincha mauro cezar alexandre borges sakamoto

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Que tipo de masculinidade não aceita levar um drible? Milly Lacombe Colunista do UOL 04/05/2026 09h45 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Neymar e Robinho Júnior durante treino do Santos Imagem: Raul Baretta/ Santos FC. O noticiário esquenta com uma treta que teria acontecido entre Neymar e Robinho Jr. Xingamentos, tapas, ofensas. Tudo porque, durante um treinamento, Robinho teria driblado Neymar. Driblar virou ofensa. O que aconteceria com Garrincha nos dias de hoje? E com o Neymar de 2010? Desde quando o drible é uma afronta? Assistir a uma partida de futebol pela TV e ver alguém levar uma caneta é se deparar com comentários como: "Que isso! O cara tem família!". Não seria possível apenas elogiar a habilidade e a estética sem precisar colocar o foco na pessoa que foi driblada? O drible como mancha de vergonha em quem foi driblado. "Bola no meio das pernas", não é mesmo? Quem leva "bola no meio das pernas" no dia a dia? O vocabulário do futebol flerta todos os dias com a misoginia. Tudo o que é do universo do feminino é menor, é desprezível, deve ser evitado, deve ser silenciado, deve ser mutilado, deve ser assassinado. Sakamoto Desenrolar o fim das bets derrubaria as dívidas Alexandre Borges Ex-lulista, Malafaia culpa católicos pelo PT Milly Lacombe Que tipo de masculinidade não aceita levar um drible? Mauro Cezar Jardim está destruindo o que herdou de bom no Fla Quando falamos em machismo e misoginia estamos falando de uma estrutura e de uma ideologia e não se faz nem uma, muito menos a outra, sem a participação de todo mundo. Peguemos nossos lotes nesse latifúndio da opressão e da dominação. Não é incomum o cara levar um drible durante o jogo e na sequência fazer uma falta absurda. "Aqui não!", berra a macholância. Que tipo de masculinidade infantilizada não aceita um drible? O que tanto incomoda na vulnerabilidade? O futebol está chato e a culpa não é da entrada de mulheres em maior número. O futebol está chato porque homens em todas as áreas do jogo, do campo às cabines, se comportam como moleques de masculinidade fragilizada. A chegada das mulheres é incômoda porque deixa esse comportamento, antes bem protegido, evidente. Apresentada ao espelho, a macholância esperneia, aponta amarga e furiosamente para as mulheres e corre para se agasalhar a outros homens para subir montanhas uivando feito um animal no cio. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Torcida escolhe Nubank Parque como novo nome da arena do Palmeiras Avião de pequeno porte cai e bate em prédio em Belo Horizonte; 2 morrem Ronaldo era líder negativo e só pensava em mulheres, diz ex-técnico do Real Lula lança Desenrola 2.0 incluindo pequenas empresas e produtores rurais São Paulo: Lucas Moura passa por cirurgia após romper tendão de Aquiles