A proibição das apostas online no Brasil gerou impactos econômicos divergentes: clubes de futebol relatam queda drástica nas receitas de patrocínio, enquanto o setor supermercadista celebra aumento nas vendas. Em audiência no STF, o Flamengo estimou perda de R$ 430 milhões anuais, e a ABRAS apontou crescimento real de 6,5% no consumo de alimentos após a medida. O Congresso deve votar a questão até o final de janeiro, podendo anular ou ratificar a decisão do presidente Lula.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou que atletas da Rússia e de Belarus serão barrados do Campeonato Mundial Júnior de hóquei no gelo, marcado para dezembro e janeiro em Alberta. A decisão ocorre após o TAS permitir a participação russa em eventos da IIHF, medida condenada pelo Canadá, principal apoiador da Ucrânia. Federações de outros países europeus também se recusaram a enfrentar a Rússia no Mundial masculino de 2026.
A oposta Tifanny se manifestou publicamente pela primeira vez após a Justiça Desportiva vetar a liminar que lhe permitia disputar competições nacionais de vôlei. A decisão, divulgada em 23 de outubro, impede sua participação na Superliga Feminina e em outras competições organizadas pela CBV. A atleta, primeira transexual a atuar no vôlei feminino brasileiro, afirmou que seguirá lutando para retornar às quadras.
A colunista Milly Lacombe critica os argumentos usados para defender a volta das casas de apostas online (bets), qualificando-os como 'ginástica moral' diante da crise social e do vício que a legalização produziu. Ela sustenta que o único motivo honesto para defender as bets seria o lucro obtido com a destruição de vidas, e defende que, se retornarem, existam sem publicidade, sem patrocínios no futebol e com taxação drástica. O texto menciona o protesto de Flamengo e Fluminense, que estamparam a frase 'proibir não é proteger' em suas camisas contra o veto às bets.
O colunista Mauro Cezar Pereira contesta a atribuição feita pela ABRAS de que a proibição das bets teria causado o crescimento de 6,5% nas vendas do varejo alimentar em outubro. Dados da própria associação mostram que o consumo já crescia antes da retirada das plataformas de apostas do ar, em 6 de outubro. O texto também alerta que a medida empurrou apostadores para plataformas piratas, reduzindo arrecadação e controle estatal sobre a atividade.
A colunista Milly Lacombe critica a articulação de dirigentes de futebol, especialmente o presidente do Flamengo, Bap, que negociou com o candidato Flávio Bolsonaro a derrubada da MP que proibiu as bets no Brasil. Com a derrota retumbante de Flávio Bolsonaro nas urnas, a volta das casas de apostas fica ameaçada, desesperando os clubes que contavam com o retorno dos patrocínios. A autora condena a priorização do interesse financeiro dos gestores em detrimento da degradação social causada pelas apostas.
A torcida do Flamengo protestou contra o governo Lula, o Congresso e o STF antes do Fla-Flu no Maracanã, em oposição à medida provisória que proíbe casas de apostas no Brasil. Flamengo e Fluminense também se posicionaram contra a medida, entrando em campo com camisas estampadas com a frase 'Proibir não é proteger'. As casas de apostas são uma importante fonte de receita para os clubes do futebol brasileiro.
O Flamengo estampa em seu uniforme uma frase contra a proibição das bets durante partida contra o Santos. A medida provisória assinada pelo presidente Lula em setembro proíbe exploração, oferta e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Outros clubes como Fluminense, Vasco, Botafogo e Cruzeiro também se posicionaram contra a proibição, defendendo um mercado regulamentado.
Juca Kfouri critica a campanha das casas de apostas (bets) que usa o slogan 'proibir não é proteger' exibido nos estádios de futebol e repercutido por narradores da Globo. O colunista rebate a argumentação com exemplos de proibições que protegem a sociedade, como lei antifumo e lei seca, acusando a campanha de hipocrisia contra a saúde pública. Ele reconhece, porém, que o ato abrupto do governo na restrição das apostas poderia ter sido melhor planejado, com prazos e carência.
O VfL Bochum, clube da segunda divisão alemã, proibiu que seus torcedores pulem de forma sincronizada na Arquibancada Leste do Ruhrstadion. A decisão foi tomada após análise estrutural identificar um 'efeito trampolim' que causa mal-estar em espectadores não habituados ao movimento. A proibição vale a partir de 11 de outubro e deve durar até 2028, quando está prevista a conclusão da reforma da arquibancada.
O clássico entre São Paulo e Santos pelo Brasileirão foi marcado por um protesto das casas de apostas, com mensagens veiculadas nos painéis do Morumbis contra a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe apostas de quota fixa no país. O São Paulo entrou em campo com a marca da SuperBet, sua patrocinadora máster, entendendo que a partida ainda está dentro do prazo para retirada das publicidades. O texto da MP ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
O clássico entre São Paulo e Santos, disputado no MorumBIS, exibiu placas digitais com mensagens críticas à Medida Provisória das Bets, assinada pelo presidente Lula. As frases 'Proibir não é proteger' e 'Proibição não acaba com as apostas' foram estampadas durante o confronto. Com a MP, clubes brasileiros patrocinados por casas de apostas terão que suspender ou rescindir contratos até decisão do Congresso Nacional.
A ponteira trans Tifanny Abreu desabafou em coletiva durante a COB Expo sobre a proibição imposta pela CBV que impede mulheres trans de disputarem competições de vôlei feminino, como a Superliga. A atleta do Osasco disse estar esgotada, acabada e humilhada, mas mantém esperanças de obter autorização para jogar a competição nacional que começa em 17 de outubro. Ela reclamou de ser tratada como 'bandida' e defendeu que merece o direito de atuar em quadra.
O artigo apresenta a composição da Comissão Mista da Medida Provisória que trata da proibição das bets, constituída no Congresso Nacional com 13 senadores e 13 deputados federais, dos quais 24 titulares já estão confirmados. O texto foi assinado pelo presidente Lula e a tramitação no Congresso vai até 23 de novembro, com regime de urgência a partir de 9 de novembro. O projeto já recebeu 14 emendas, com prazo de apresentação encerrado na data da publicação.
O Atlético Goianiense divulgou nota oficial para esclarecer que as declarações do presidente Adson Batista contra a proibição das bets no Brasil refletem posição pessoal e não a visão institucional do clube. Na nota, o clube reafirma ser contra a ilegalidade e reforça o apoio à patrocinadora master Blaze, autorizada pelo Ministério da Fazenda. A polêmica começou quando o presidente criticou a medida do Governo Federal e disse ser solidário a uma eventual paralisação do Campeonato Brasileiro.
O colunista argumenta que a proibição das empresas de apostas (bets) não resolverá os problemas sociais do jogo, comparando com o caso das torcidas organizadas, que não desapareceram com as punições. Ele critica a transformação do debate em disputa eleitoral e defende regulação, fiscalização e prevenção em vez de ruptura abrupta de regras. O texto ainda analisa os impactos econômicos da medida para clubes, SAFs, patrocinadores e modalidades menores, alertando para os sinais negativos transmitidos a investidores.
O colunista Mauro Cezar Pereira explica que a proibição da publicidade de cigarros no Brasil foi um processo gradual que levou 15 anos, iniciado com a Lei 9.294 em 1996 e concluído com a proibição abrangente da Lei 12.546 em 2011. O texto faz um paralelo com o recente veto às bets, argumentando que restrições sucessivas foram mais eficazes do que medidas abruptas. Apesar da queda expressiva no consumo de cigarros, parte relevante do mercado migrou para a ilegalidade.
Colunistas do UOL debatem no Cartão Vermelho os efeitos da proibição das casas de apostas (bets) no futebol brasileiro. Juca Kfouri defende a medida por saúde pública, José Trajano a considera forte e necessária apesar do caráter eleitoral, e Rodrigo Mattos alerta para riscos financeiros, insegurança jurídica e necessidade de revisão de contratos nos clubes. O debate também aborda a possibilidade de a medida provisória ser revertida pelo novo Congresso.
Representantes de clubes paulistas se reuniram na sede da FPF para discutir os impactos da proibição das casas de apostas no Brasil. O principal encaminhamento foi atuar de forma conjunta diante das consequências financeiras da medida, sem definir ainda uma eventual judicialização. O Ministério do Esporte convocou nova reunião em Brasília para discutir alternativas para o futebol brasileiro.
A Betnacional, patrocinadora máster do Cruzeiro, por meio da controladora Flutter Brazil, se pronunciou sobre a Medida Provisória que proíbe apostas online e publicidade de bets no Brasil. A empresa informou que suspendeu as atividades de suas plataformas desde 26/09 e avalia contratos e parcerias em conformidade com as novas regras, defendendo a manutenção do mercado regulado. A medida, anunciada pelo governo Lula, extingue o patrocínio de casas de apostas no futebol brasileiro.