A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou uma lei que proíbe a participação de mulheres trans em categorias femininas de competições esportivas no estado. A legislação, de autoria do deputado Wallber Virgolino, baseia-se no sexo biológico como critério de participação, visando, segundo o autor, fortalecer o esporte feminino e garantir a igualdade. A lei, no entanto, prevê exceções para modalidades específicas onde as condições fisiológicas permitam igualdade.
A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de usar dados genéticos como critério de elegibilidade no esporte feminino é criticada por sua falta de base científica e potencial conflito com o direito brasileiro. A medida é vista como um retrocesso nos direitos humanos e na inclusão, ignorando evidências que mostram pouca diferença de desempenho entre mulheres trans e cis após transição hormonal.