Especialistas em marketing e finanças criticam o discurso 'alarmista' dos clubes brasileiros contra o veto às casas de apostas (bets), manifestado em audiência pública no STF. Para os ouvidos pelo UOL, o tom catastrófico encobre a má gestão financeira dos clubes, cujas dívidas são anteriores aos patrocínios das bets. A reportagem traz dados sobre perda de receita, o vício em apostas no Brasil e sugestões de diversificação de patrocinadores.
A organização da Bola de Ouro 2026 acionou autoridades francesas para investigar apostas suspeitas feitas antes da divulgação oficial do resultado, que consagrou Harry Kane. Contas recém-criadas acertaram não apenas o vencedor, mas a ordem exata dos cinco primeiros colocados, movimentando cerca de US$ 264 mil. A apuração busca determinar se houve vazamento de informações confidenciais antes da cerimônia.
O colunista Mauro Cezar Pereira contesta a atribuição feita pela ABRAS de que a proibição das bets teria causado o crescimento de 6,5% nas vendas do varejo alimentar em outubro. Dados da própria associação mostram que o consumo já crescia antes da retirada das plataformas de apostas do ar, em 6 de outubro. O texto também alerta que a medida empurrou apostadores para plataformas piratas, reduzindo arrecadação e controle estatal sobre a atividade.
Por Gabriel Oliveira, Vitor Chicarolli e Yago Rudá em 2026-10-29
A Esportes da Sorte notificou o Corinthians pedindo a rescisão do contrato de patrocínio máster, atualmente suspenso devido à Medida Provisória que proibiu casas de apostas de operar no Brasil. O clube discorda da rescisão sem pagamento de multa e iniciou negociação com a empresa, já que o vínculo renovado em fevereiro vale até dezembro de 2029, com R$ 150 milhões fixos por ano. Enquanto o contrato segue suspenso, o Corinthians estampou temporariamente as marcas de Jota e Shopee.
Corinthians e Esportes da Sorte negociam a rescisão antecipada do contrato de patrocínio máster, válido até dezembro de 2029. A iniciativa partiu da casa de apostas, impedida de operar no Brasil após Medida Provisória do governo federal. O clube trata o acordo como suspenso e aguarda a audiência no STF marcada para 3 de novembro.
A Esportes da Sorte notificou o Corinthians sobre a intenção de rescindir o contrato de patrocínio máster sem pagamento de multa, após a medida provisória que proibiu casas de apostas no Brasil. O clube contesta a interpretação da empresa e defende que o vínculo permaneça suspenso até decisão do Congresso Nacional. A parceria, renovada em fevereiro, previa R$ 150 milhões por ano ao clube até dezembro de 2029.
O Vasco exibiu o logotipo da Sporting Bot, plataforma pertencente ao mesmo grupo da Sportingbet, no lugar da patrocinadora máster na camisa durante o clássico contra o Flamengo, em adaptação às restrições da Medida Provisória nº 1.394/2026 sobre publicidade de apostas. A mudança permite preservar a exposição comercial e manter os investimentos do contrato renovado em agosto. Palmeiras, São Paulo e Fluminense adotaram soluções semelhantes com plataformas vinculadas às suas patrocinadoras.
O colunista Milton Neves analisa a convocação de Carlo Ancelotti para a seleção brasileira, que surpreendeu ao incluir diversos jogadores desconhecidos do grande público. Ele situa a lista no início do novo ciclo para a Copa do Mundo de 2030 e critica a falta de um meia cerebral, apesar de ver motivos para entusiasmo no ataque. Para o autor, a convocação não é ruim, mas sim ousada e talvez excessivamente experimental.
O Palpite ge apresenta as apostas de apresentadores e comentaristas para a 33ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026, com dez partidas entre quarta-feira e sábado. Bragantino e Fluminense são as unanimidades da rodada, enquanto o Bahia recebe amplo favoritismo contra o São Paulo. Os confrontos movimentam a briga pelo título, a disputa por vagas na Libertadores e a luta contra o rebaixamento.
O São Paulo adaptou o contrato com a casa de apostas Superbet, que passa a estampar a marca Superscore no uniforme, após a medida provisória que proibiu as apostas esportivas de cota fixa no Brasil. O vínculo, renovado em abril de 2025 até 2030, ano do centenário do clube, mantém valores de aproximadamente 78 milhões por ano, com possibilidade de chegar a 1 bilhão de reais com bônus.
O Boca Juniors infringiu a Medida Provisória brasileira que proíbe publicidade de casas de apostas ao exibir a marca da Betsson no uniforme na partida contra o Vasco, no Maracanã, pela semifinal da Copa Sul-Americana. Especialistas em direito ouvidos pela CNN explicam que o clube argentino pode sofrer multa administrativa, mas não punição esportiva, enquanto a Conmebol não teria responsabilidade direta. O caso gera uma 'zona cinzenta' jurídica sobre o alcance extraterritorial da legislação brasileira para contratos regidos por leis estrangeiras.
O Palmeiras enfrentará o Fluminense no jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores com patrocínio máster pontual da Sportingblog, braço de estatísticas da Sportingbet. A plataforma não se enquadra nas proibições do Governo Federal sobre casas de apostas e está apta a funcionar no país. As demais condições do contrato entre Palmeiras e Sportingbet seguem mantidas.
A comissão disciplinar da Federação Turca de Futebol (TFF) suspendeu por 45 dias 147 dirigentes e ex-dirigentes de clubes por violarem as regras de apostas. As punições fazem parte de uma ampla investigação sobre jogos de azar no futebol turco. Entre os sancionados está Ertugrul Dogan, presidente do Trabzonspor.
A NBA estabeleceu novas regras proibindo tipos específicos de mercados de apostas, como combinações de estatísticas e palpites sobre ações do jogo, após escândalos de manipulação de resultados envolvendo atletas como Jontay Porter e Terry Rozier. A liga também desenvolveu ferramenta de inteligência artificial para monitorar situações suspeitas e criou medidas de proteção e conscientização para jogadores. As novas diretrizes serão adotadas pela WNBA a partir de 2027.
A NBA determinou que casas de apostas autorizadas, como FanDuel e DraftKings, retirem certos tipos de apostas consideradas vulneráveis a fraudes, às vésperas do início da nova temporada. A medida envolve apostas combinadas e mercados específicos como o vencedor da disputa de bola inicial e desempenho de jogadores com menos de 12 minutos previstos. A decisão ocorre após casos federais envolvendo os jogadores Jontay Porter e Terry Rozier.
A reportagem investiga a operadora de apostas Stake, que mantém acesso ilegal a clientes brasileiros por meio do domínio stake.com mesmo após a Medida Provisória que proibiu as bets no país em 25 de setembro. A empresa, que patrocinou o Juventude e apoia atletas brasileiros de MMA, obteve uma liminar na Justiça Federal que foi derrubada no dia seguinte pelo Tribunal Regional Federal, mas continua operando com versão em português e oferecendo apostas em jogos do Brasileirão. O Ministério da Fazenda reforça a proibição e mantém ações de bloqueio, enquanto entidades e clubes recorrem ao STF para tentar suspender a medida.
O Palpite ge apresenta as apostas de apresentadores e comentaristas para a 30ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026. O artigo detalha os palpites para os principais confrontos da rodada, incluindo clássicos como Flamengo x Fluminense, Grêmio x Internacional e Palmeiras x Corinthians. Vasco e Athletico-PR aparecem como escolhas unânimes dos participantes contra Remo e Chapecoense, respectivamente.
À véspera do clássico Fla-Flu, o artigo analisa as dúvidas na escalação do Flamengo, líder do Brasileirão, com desfalques como Arrascaeta e Jorginho. Também aborda a polêmica campanha dos clubes pela volta das apostas e a disputa judicial sobre o uso do Maracanã pelo Vasco para a semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors.
A colunista critica duramente Flamengo e Fluminense por estamparem a frase 'Proibir não é proteger' em suas camisas, em campanha pela volta dos patrocínios de casas de apostas. O texto acusa os dirigentes de agirem em conflito de interesse com suas torcidas, priorizando o orçamento dos clubes em vez da proteção dos torcedores contra os vícios da apostas.
Por Giba Perez, Gustavo Di Sarli e Jéssica Maldonado em 2026-10-08
O STJD arquivou a investigação sobre suspeita de manipulação de resultados envolvendo o meia Lucho Acosta, do Fluminense, aberta após volume anormal de apostas em um cartão amarelo recebido pelo jogador. Após dois meses e meio de apuração, não foi encontrado indício de benefício, e o jogador não será denunciado no tribunal desportivo. Apesar do arquivamento, Fluminense e atleta seguem alertas, pois novos fatos na investigação cível podem reabrir o caso, como ocorreu anteriormente com Bruno Henrique, do Flamengo.