Coluna de opinião analisa a audiência pública realizada no STF sobre o veto às casas de apostas (bets) e critica a postura do futebol brasileiro no debate. O autor sustenta que clubes, CBF e federações recorrem a ameaças e discurso catastrofista, enquanto o setor ignora sua responsabilidade na falta de apostas conscientes e na dependência financeira criada, já que as bets respondem por 7,2% das receitas do futebol. Para ele, o argumento de 'fim do futebol' pode estar se esgotando diante de uma opinião pública contrária e engajada.
O São Paulo manterá o contrato com a Superbet até o fim de 2026, substituindo a exposição da marca pela Superscore, plataforma do mesmo grupo econômico, em resposta à Medida Provisória que proibiu publicidade de casas de apostas no Brasil. A adaptação não altera os valores financeiros do acordo, válido até 2030, com projeção de receita que pode chegar a R$ 1 bilhão. O clube também aderiu à campanha 'Proibir não é proteger', ao lado de Flamengo e Fluminense.
A equipe de Ativação de Transmissões Esportivas da Globo conquistou sete prêmios no Galo de Gramado, dentro do Festival Mundial de Publicidade de Gramado, que completou 50 anos nesta edição. Foram dois ouros, duas pratas e três bronzes em categorias de promo, por peças ligadas a coberturas como a Copa do Mundo de Clubes da Fifa de 2025, a Supercopa do Brasil e os Jogos Olímpicos de Paris. A premiação ocorreu em São Paulo, com representação de Tiago Roedel, Rafael Abduche e Rodrigo Fada.
A reportagem analisa se Palmeiras e Atlético-MG poderiam estampar patrocínios de casas de apostas nas finais continentais fora do Brasil, após a Medida Provisória que proibiu publicidade de bets no país. Advogados ouvidos pela CNN Brasil apresentam interpretações divergentes sobre a aplicação da legislação em jogos no exterior. O debate surgiu após o Boca Juniors exibir a marca da Betsson na semifinal da Copa Sul-Americana contra o Vasco.
O Boca Juniors infringiu a Medida Provisória brasileira que proíbe publicidade de casas de apostas ao exibir a marca da Betsson no uniforme na partida contra o Vasco, no Maracanã, pela semifinal da Copa Sul-Americana. Especialistas em direito ouvidos pela CNN explicam que o clube argentino pode sofrer multa administrativa, mas não punição esportiva, enquanto a Conmebol não teria responsabilidade direta. O caso gera uma 'zona cinzenta' jurídica sobre o alcance extraterritorial da legislação brasileira para contratos regidos por leis estrangeiras.
Coluna de opinião de Juca Kfouri que explora a história do patrocínio privado nas cabines de votação no Brasil entre o fim dos anos 1980 e 1998, com destaque para a marca Antarctica. O autor traça um paralelo entre essa prática e o nascimento do marketing esportivo brasileiro, citando a publicidade nas camisas de clubes e a Democracia Corinthiana. O texto reflete sobre como as marcas podem se conectar às narrativas coletivas na era atual, marcada pela IA e pelas mudanças geopolíticas.
Juca Kfouri critica a campanha das casas de apostas (bets) que usa o slogan 'proibir não é proteger' exibido nos estádios de futebol e repercutido por narradores da Globo. O colunista rebate a argumentação com exemplos de proibições que protegem a sociedade, como lei antifumo e lei seca, acusando a campanha de hipocrisia contra a saúde pública. Ele reconhece, porém, que o ato abrupto do governo na restrição das apostas poderia ter sido melhor planejado, com prazos e carência.
Uma nota técnica do governo federal permite que clubes e lojistas continuem vendendo camisas de futebol com logos de casas de apostas (bets) que já estão em estoque, amenizando os impactos da Medida Provisória que proíbe as bets. A resposta foi dada após provocação da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice) e esclarece que a venda de peças já produzidas não caracteriza nova ação publicitária. Enquanto isso, clubes como Flamengo, São Paulo e Fluminense já removem as marcas de apostas de seus uniformes.
Os clubes da Série A do Brasileirão se preparam para a primeira rodada após a proibição das casas de apostas (bets) no país, removendo patrocinadores dos uniformes e propriedades comerciais. Flamengo, Corinthians, Fluminense e outros times preparam planos B para reinserir marcas de bets caso o STF conceda liminar suspendendo os efeitos da Medida Provisória. O artigo detalha as situações de cada clube e de seus patrocinadores de apostas.
Os principais clubes da Série A do Campeonato Brasileiro correm contra o tempo para retirar publicidade de casas de apostas até o prazo da MP das Bets, nesta segunda-feira (5). A reportagem detalha o status de adequação de nove clubes em diferentes frentes, como uniformes, sites oficiais, lojas e redes sociais. Enquanto Flamengo, Vasco e Botafogo já realizaram as mudanças, São Paulo aguarda decisão do STF.
O Atlético-MG encerrou o contrato de patrocínio máster com a H2 Bet, em cumprimento à Medida Provisória do Governo Federal que proíbe publicidade de casas de apostas e cassinos online. O acordo, assinado em dezembro de 2024, era o maior da história do clube e poderia ultrapassar R$ 200 milhões até 2027. A notícia vem logo após a vitória sobre o RB Bragantino em jogo atrasado do Brasileirão, e o clube já busca um novo patrocinador máster.
O Atlético-MG encerrou o contrato de patrocínio máster com a H2 Bet após a publicação de uma Medida Provisória do Governo Federal que restringe a publicidade de casas de apostas. O acordo, assinado em dezembro de 2024, era o maior da história do clube e poderia ultrapassar R$ 200 milhões. Com o fim da parceria, o clube precisará definir um novo patrocinador para o espaço principal de sua camisa.
O clássico entre São Paulo e Santos pelo Brasileirão foi marcado por um protesto das casas de apostas, com mensagens veiculadas nos painéis do Morumbis contra a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe apostas de quota fixa no país. O São Paulo entrou em campo com a marca da SuperBet, sua patrocinadora máster, entendendo que a partida ainda está dentro do prazo para retirada das publicidades. O texto da MP ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
O Corinthians informará por meio do jornalista Samir Carvalho que irá recorrer da decisão judicial da Vara da Infância e Juventude de São Paulo, atendendo ação do Ministério Público, que determinou a remoção da marca da patrocinadora Fatal Fans do calção e das plataformas digitais do clube em 15 dias. O clube pretende argumentar que o tema necessita de regulamentação pelo Congresso Nacional.
Após boicotar reunião convocada pelo Ministério do Esporte, clubes de futebol intensificam a disputa jurídica contra a Medida Provisória assinada por Lula que proíbe as bets no mercado brasileiro, mirando agora o STF. O Flamengo entrou com petição pedindo liminar para derrubar os efeitos da proibição, alegando risco de danos irreversíveis, como rescisões contratuais e desativação de equipes. Enquanto o prazo para retirada da publicidade expira, dois jogos do Brasileirão devem marcar a despedida das casas de apostas como patrocinadoras.
O comentarista PVC avaliou que o Brasileirão pode retomar após a Data Fifa com camisas sem publicidade de casas de apostas, devido ao prazo legal de retirada das marcas de bets. Na leitura dele, a ação do Flamengo no STF contra a Medida Provisória que proíbe as casas de aposta tende a ser seguida por outros clubes nos próximos dias. O cenário mais provável, segundo o jornalista, é a rodada de quarta-feira com todos os clubes de camisa limpa.
O Governo Federal anunciou o bloqueio de 5.209 sites ilegais de apostas durante coletiva realizada no Ministério Público de São Paulo. A operação, conduzida pelos ministérios da Justiça e da Fazenda, também solicitou a remoção de páginas no Facebook, perfis no Instagram e 186 aplicativos das lojas do Google e da Apple. As ações integram a implementação da Medida Provisória que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets.
O Santos iniciou uma força-tarefa interna para remover a marca da Novibet, sua patrocinadora máster, de uniformes, placas, imprensa e canais digitais até o dia 5 de outubro, em cumprimento à Medida Provisória que regulamenta as bets. O contrato com a casa de apostas foi congelado e a diretoria negocia serviços terceirizados para acelerar a remoção dos logos e evitar multas que podem chegar a R$ 50 milhões. O time ainda enfrenta o São Paulo com a marca no uniforme, que só deixará de ser exibida a partir do jogo contra o Flamengo.
O colunista Mauro Cezar Pereira explica que a proibição da publicidade de cigarros no Brasil foi um processo gradual que levou 15 anos, iniciado com a Lei 9.294 em 1996 e concluído com a proibição abrangente da Lei 12.546 em 2011. O texto faz um paralelo com o recente veto às bets, argumentando que restrições sucessivas foram mais eficazes do que medidas abruptas. Apesar da queda expressiva no consumo de cigarros, parte relevante do mercado migrou para a ilegalidade.
O contrato entre São Paulo e Superbet prevê suspensão da parceria por até 90 dias e encerramento sem indenização em caso de impedimento regulatório ou judicial à publicidade de apostas. A previsão ganha relevância após o governo federal publicar Medida Provisória que proíbe as bets no país a partir de 6 de outubro. Uma eventual interrupção teria forte impacto financeiro para o clube, que projeta R$ 95 milhões do patrocínio máster em 2026.