Coluna de opinião analisa a audiência pública realizada no STF sobre o veto às casas de apostas (bets) e critica a postura do futebol brasileiro no debate. O autor sustenta que clubes, CBF e federações recorrem a ameaças e discurso catastrofista, enquanto o setor ignora sua responsabilidade na falta de apostas conscientes e na dependência financeira criada, já que as bets respondem por 7,2% das receitas do futebol. Para ele, o argumento de 'fim do futebol' pode estar se esgotando diante de uma opinião pública contrária e engajada.
O colunista Mauro Cezar Pereira critica o debate político em torno da proibição das casas de apostas online e de sua publicidade no Brasil, defendendo uma discussão mais técnica baseada em evidências. Ele questiona estatísticas apresentadas na audiência pública comandada pelo ministro Luiz Fux no STF, including dados do ministro Alexandre Padilha, e argumenta que proibir exige plano para tratamento da ludopatia, financiamento e combate à clandestinidade. O texto também aborda a integridade esportiva, citando a Máfia do Apito de 2005 como exemplo dos riscos de um mercado desregulamentado.
Coluna analisa a audiência pública convocada pelo ministro do STF Luiz Fux sobre a proibição das apostas esportivas, na qual clubes de futebol tentam convencer o ministro a reverter o banimento. O autor considera alguns argumentos válidos, como a perda de receita do Flamengo, mas critica como falácias as justificativas dos clubes, especialmente a correlação entre fim das bets e dificuldades financeiras. O texto aponta que o interesse dos clubes é financeiro e que nada significativo foi feito em oito anos para conscientizar torcedores e atletas sobre os riscos das apostas.
O colunista Juca Kfouri critica a reunião do ministro do STF Luiz Fux com 34 entidades para decidir sobre a relegalização das casas de apostas (bets) no Brasil. O autor argumenta que a questão deveria ser decidida de forma sumária ou remetida ao plenário do Supremo, e defende a manutenção da proibição da jogatina, apontando os danos à saúde pública e ao endividamento das famílias.
O artigo relata que a virada de Lula no segundo turno da eleição presidencial mudou o clima no STF quanto à Medida Provisória que extinguiu as casas de apostas (bets). A audiência pública conduzida pelo ministro Luiz Fux reuniu representantes de clubes, entidades de apostas e do governo para discutir a constitucionalidade da medida. Há pessimismo no setor de apostas, com discussões sobre diferenciar cassino online de apostas esportivas antes de uma eventual proibição total.
Clubes, CBF, COB, ministérios, AGU, PGR e associações do setor de apostas participam nesta terça-feira de audiência pública no STF, convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da ADI 8027, que analisa o pedido de suspensão da MP que proibiu a operação das bets no Brasil. O setor de apostas argumenta que a proibição provoca migração para o mercado ilegal, perda de monitoramento e prejuízos financeiros, enquanto o governo deve defender a manutenção da medida com base em dados de endividamento e riscos à saúde. O futebol brasileiro mobiliza-se contra a MP, com o Flamengo abrindo os trabalhos, devido ao impacto financeiro irreversível nos patrocínios e nas receitas dos clubes.
O colunista revela que, dias antes da medida provisória que proibiu as bets no Brasil, a Caixa Econômica Federal havia registrado as marcas BetCaixa, MegaBet e XBet Caixa e enviado executivos ao Uruguai para conhecer o modelo estatal de apostas. Lá, a plataforma estatal Supermatch cresceu e movimenta centenas de milhões de dólares, mas o mercado clandestino segue atuante, com mais de 1.700 sites ilegais bloqueados. O texto critica a eficácia da proibição, que eliminou bilhões em tributos das casas legalizadas sem conter as operações clandestinas.
A Esportes da Sorte notificou o Corinthians na última segunda-feira sobre a intenção de encerrar o contrato de patrocínio máster sem pagamento de multa, argumentando que as mudanças na regulamentação das apostas esportivas no Brasil justificam a rescisão. O clube discorda e considera o acordo suspenso, e os departamentos jurídicos das partes iniciaram discussões sobre os efeitos da notificação. A disputa ocorre às vésperas de audiência pública no STF sobre a medida provisória que restringiu a operação das empresas de apostas.
A Esportes da Sorte notificou o Corinthians sobre a intenção de encerrar o contrato de patrocínio máster, argumentando que as novas regras de proibição das bets no Brasil permitem romper o acordo sem pagar multa. O clube considera o contrato suspenso, e não encerrado, e os departamentos jurídicos das duas partes discutem os termos da saída. A discussão ocorre às vésperas de audiência pública no STF sobre os efeitos da medida provisória que proibiu as apostas esportivas.
Por Bruno Giufrida e Ulisses Lopresti em 2026-10-28
O São Paulo adaptou seu contrato de patrocínio máster com a Superbet em resposta à Medida Provisória que restringe empresas de apostas esportivas no Brasil. Até dezembro, o uniforme do clube exibirá a marca Superscore, plataforma de estatísticas pertencente ao mesmo grupo. O contrato original com a Superbet, renovado em 2025, vale até 2030 e pode chegar a R$ 1 bilhão.
O São Paulo manterá o contrato com a Superbet até o fim de 2026, substituindo a exposição da marca pela Superscore, plataforma do mesmo grupo econômico, em resposta à Medida Provisória que proibiu publicidade de casas de apostas no Brasil. A adaptação não altera os valores financeiros do acordo, válido até 2030, com projeção de receita que pode chegar a R$ 1 bilhão. O clube também aderiu à campanha 'Proibir não é proteger', ao lado de Flamengo e Fluminense.
O ex-armador da NBA Malik Beasley se declarou culpado de acusações federais envolvendo apostas esportivas ilegais e manipulação de resultados. O esquema foi articulado junto ao ex-jogador Ed Davis para manipular atuações de Beasley em partidas da temporada 2023-24, com o objetivo de quitar dívidas com apostas. Beasley é o segundo jogador ativo da liga a assumir culpa em um caso desse tipo, após Jontay Porter, que foi banido da NBA.
O São Paulo ajustou temporariamente o contrato de patrocínio máster com a Superbet e passará a exibir a marca Superscore no uniforme até dezembro de 2026, após medida provisória que restringe a publicidade de casas de apostas no Brasil. O vínculo original com a Superbet segue válido até 2030, com valor fixo de R$ 678 milhões e possibilidade de chegar a R$ 1 bilhão. O acordo tem caráter temporário e dependerá dos desdobramentos regulatórios no Congresso Nacional.
Clubes de futebol e casas de apostas (bets) negociam um acordo com o governo federal para a volta das apostas esportivas e a preservação dos contratos de patrocínio, enquanto tramita no STF ação contra a MP que proíbe as apostas. O ministro Luiz Fux marcou audiência pública para 3 de novembro entre bets, clubes e governo. O setor representa entre 15% e 25% da receita do futebol, mas o presidente Lula defendeu a medida por questões de saúde pública.
O ex-jogador da NBA Malik Beasley negocia um acordo de culpa com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em um caso de manipulação de resultados para beneficiar apostadores. Ele é acusado de alterar seu desempenho em partidas pelo Milwaukee Bucks em 2024, recebendo subornos para quitar dívidas com o ex-companheiro Ed Davis. O caso integra uma ampla investigação federal sobre apostas esportivas que já resultou em mais de três dezenas de prisões.
Kyrie Irving, armador do Dallas Mavericks, declarou que não pretende prolongar a carreira na NBA até depois dos 40 anos, diferente de LeBron James, que seguirá atuando após completar 42. Aos 34 anos, o jogador criticou o crescimento das apostas esportivas e das redes sociais no ambiente da liga, afirmando que o cotidiano se tornou 'menos humano'. A declaração ocorre no retorno de Irving às quadras após 19 meses afastado por recuperação de ruptura do ligamento cruzado anterior.
A Federação Turca de Futebol suspendeu 147 dirigentes por violarem regras relacionadas a apostas esportivas, com afastamento de 45 dias das atividades. A medida integra uma investigação mais ampla que já puniu cerca de 150 árbitros e mais de 1200 atletas acusados de manipulação de resultados. Nos últimos meses, diversos profissionais foram detidos, incluindo ex-jogadores de Galatasaray e Fenerbahçe.
A presidente Leila Pereira afirmou que o Palmeiras não buscará patrocínios pontuais para substituir a Sportingbet na camisa, após a Medida Provisória n° 1.394/2026 restringir as apostas esportivas no Brasil. O clube já recebeu todo o valor previsto para a temporada e pretende honrar o contrato com a patrocinadora máster até dezembro de 2027. A medida impacta 14 dos 20 clubes da Série A, que dependem das bets para cerca de 34% das receitas comerciais.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, revelou que o clube fará uma ação conjunta com o Flamengo contra os impactos da Medida Provisória que proíbe apostas esportivas. Afetado pelo veto à patrocinadora Superbet, o dirigente criticou a falta de previsibilidade da medida e detalhou os problemas financeiros que o clube enfrentará. Os dois clubes usarão uniformes com a mensagem unificada 'Proibir, não é proteger' no clássico do Maracanã.
O advogado José Francisco Manssur, coautor da Lei da SAF, avalia os impactos da proibição das bets no Brasil, incluindo o encerramento de cerca de 15 mil postos de trabalho e a perda de patrocínios da maioria dos clubes da Série A. Ele critica o veto da Medida Provisória nº 1.394/2026 como solução para o vício em apostas, alerta para o crescimento do mercado clandestino e do risco de manipulação esportiva. O artigo também apresenta dados do Banco Central sobre perdas de R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras para as casas de apostas.