O advogado José Francisco Manssur, coautor da Lei da SAF, avalia os impactos da proibição das bets no Brasil, incluindo o encerramento de cerca de 15 mil postos de trabalho e a perda de patrocínios da maioria dos clubes da Série A. Ele critica o veto da Medida Provisória nº 1.394/2026 como solução para o vício em apostas, alerta para o crescimento do mercado clandestino e do risco de manipulação esportiva. O artigo também apresenta dados do Banco Central sobre perdas de R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras para as casas de apostas.
O Fluminense confirmou que deixará de exibir a marca da Superbet no uniforme em razão do encerramento das operações das casas de apostas no Brasil, adotando temporariamente a logomarca da SuperScore. Para o clássico contra o Flamengo, os dois clubes alinharam uma ação conjunta com suas patrocinadoras, exibindo o manifesto 'Proibir não é proteger' em defesa do mercado regulado de apostas. O presidente do Fluminense explicou que o objetivo é levantar discussão pública sobre controle e regulamentação.
A colunista Alicia Klein critica as declarações do presidente do Flamengo, Bap, que questionou a proibição das bets por medida provisória assinada por Lula, usando como exemplo o pagamento das parcelas de Lucas Paquetá. O texto ironiza a lógica do dirigente ao contrastar a preocupação financeira do clube mais rico do país com o custo social das apostas, incluindo ludopatia e suicídios. O tom é sarcástico e favorável à decisão governamental.
O jornalista Leonardo Bessa relata sua experiência pessoal com o vício em apostas online, a ludopatia, que o levou a internamento em 2020. Ele defende a medida provisória assinada pelo presidente Lula que proíbe as casas de apostas no Brasil, classificando os jogos de azar como problema de saúde pública. Apesar de reconhecer que a medida não acabará com o jogo clandestino, o autor a considera um avanço importante para enfrentar a dependência.
A reportagem explica como as principais ligas de futebol da Europa regulam a publicidade e o patrocínio de casas de apostas, no contexto da Medida Provisória que vetou as bets no Brasil. Itália e Espanha adotam os regimes mais restritivos, Alemanha e França permitem patrocínios sob condições, e a Inglaterra proibiu o patrocínio máster por decisão dos próprios clubes da Premier League.
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou ação civil pública cobrando reparação mínima de R$ 1 bilhão de 17 plataformas de bets para ressarcir o SUS pelos custos do tratamento de vícios e compulsões gerados por jogos online. Em paralelo, o Governo Federal enviou ao Congresso projetos de lei que criminalizam as apostas de quota fixa, com pena de reclusão de 4 a 6 anos. O endurecimento contra as bets ameaça uma das principais fontes de patrocínio dos clubes brasileiros, levando entidades do setor a acionar o STF.
Coluna de opinião analisa os efeitos colaterais da Medida Provisória assinada por Lula que proíbe as casas de apostas online (bets) legalizadas no Brasil. O autor argumenta que a proibição não elimina as apostas, mas tende a fortalecer o mercado clandestino, com o surgimento de centenas de novos sites ilegais já no primeiro dia após a medida. Critica ainda a perda de arrecadação do Estado e a reduzida destinação de recursos à saúde para o combate à ludopatia.
O advogado José Francisco Manssur criticou a medida provisória que veta as bets no Brasil por não prever ações de tratamento para pessoas com ludopatia e por cortar repasses ao Ministério da Saúde. Ele informou que associações do setor já acionaram o STF e que empresas têm legitimidade para pedir a retomada das autorizações ou indenização. A reportagem também aborda reuniões da Federação Paulista de Futebol com clubes e do Ministério do Esporte em Brasília para discutir os impactos econômicos do veto.