Juca Kfouri analisa a decisão do governo de proibir o funcionamento das bets no Brasil por meio de Medida Provisória, destacando que as empresas farão de tudo para sabotar a medida nos 90 dias de vigência. O colunista defende a proibição em nome da saúde pública e das famílias endividadas pela jogatina, ressaltando o papel fundamental da Anatel no bloqueio dos sites ilegais. O autor alerta que será preciso ir ao ataque com todas as forças para não transformar um golaço a favor do povo em gol contra dos gananciosos.
Coluna de opinião analisa os efeitos colaterais da Medida Provisória assinada por Lula que proíbe as casas de apostas online (bets) legalizadas no Brasil. O autor argumenta que a proibição não elimina as apostas, mas tende a fortalecer o mercado clandestino, com o surgimento de centenas de novos sites ilegais já no primeiro dia após a medida. Critica ainda a perda de arrecadação do Estado e a reduzida destinação de recursos à saúde para o combate à ludopatia.
O número de operações de apostas não autorizadas no Brasil disparou após o anúncio do Governo Federal de proibição das bets, saltando de 102 em 21 de setembro para 575 no dia 26, alta de aproximadamente 464% em cinco dias. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) já havia encaminhado à Anatel pedidos para bloquear mais de 57 mil endereços online de bets ilegais desde janeiro de 2026. Em 25 de setembro, o Governo anunciou uma Medida Provisória que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país.
Coluna de Juca Kfouri critica as contradições e recuos dos defensores das casas de apostas após o veto do governo às bets. O autor destaca os males da jogatina à saúde pública, aponta conflitos de interesses no futebol brasileiro e discute os desafios da aprovação da medida no Congresso.