A reportagem investiga a operadora de apostas Stake, que mantém acesso ilegal a clientes brasileiros por meio do domínio stake.com mesmo após a Medida Provisória que proibiu as bets no país em 25 de setembro. A empresa, que patrocinou o Juventude e apoia atletas brasileiros de MMA, obteve uma liminar na Justiça Federal que foi derrubada no dia seguinte pelo Tribunal Regional Federal, mas continua operando com versão em português e oferecendo apostas em jogos do Brasileirão. O Ministério da Fazenda reforça a proibição e mantém ações de bloqueio, enquanto entidades e clubes recorrem ao STF para tentar suspender a medida.
O número de operações de apostas não autorizadas no Brasil disparou após o anúncio do Governo Federal de proibição das bets, saltando de 102 em 21 de setembro para 575 no dia 26, alta de aproximadamente 464% em cinco dias. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) já havia encaminhado à Anatel pedidos para bloquear mais de 57 mil endereços online de bets ilegais desde janeiro de 2026. Em 25 de setembro, o Governo anunciou uma Medida Provisória que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país.
O governo Lula assinou medida provisória que proíbe o funcionamento de casas de apostas online no Brasil, impedindo novas apostas a partir da publicação. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que os apostadores têm até 5 de outubro para resgatar seus saldos remanescentes nos sites. Após essa data, os bancos realizarão a devolução automática dos valores entre 9 e 14 de outubro, com a Caixa intermediando casos de dificuldade.