Uma nota técnica do governo federal permite que clubes e lojistas continuem vendendo camisas de futebol com logos de casas de apostas (bets) que já estão em estoque, amenizando os impactos da Medida Provisória que proíbe as bets. A resposta foi dada após provocação da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice) e esclarece que a venda de peças já produzidas não caracteriza nova ação publicitária. Enquanto isso, clubes como Flamengo, São Paulo e Fluminense já removem as marcas de apostas de seus uniformes.
A reportagem detalha os prejuízos financeiros dos clubes brasileiros com a proibição das casas de apostas como patrocinadoras, indo além do patrocínio master da camisa. Estoques de camisas com marcas de bets, contratos de placas publicitárias via Brax e possíveis rescisões também representam perdas, com destaque para Flamengo, Fluminense, Corinthians e São Paulo. Já os contratos de televisão com a Globo não devem sofrer impacto imediato.
A nova camisa do Vasco, primeira produzida pela Nike, esgotou rapidamente em lojas físicas devido à alta demanda dos torcedores. O clube prevê a reposição do estoque apenas no segundo trimestre, com a normalização esperada a partir de março.
Uma auditoria interna do Corinthians revelou que o clube excedeu a cota de materiais da Nike em R$ 15,7 milhões entre 2024 e 2025, mas, paradoxalmente, falta uniformes em condições adequadas para as categorias de base e diversas modalidades esportivas. O relatório aponta um descontrole na gestão e fiscalização dos produtos, com notas fiscais não lançadas no sistema e distribuição desigual.