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Análise dos Times

Flamengo

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Motivo: Colunista critica duramente o presidente Bap e o clube por articular com Flávio Bolsonaro a volta das bets, priorizando dinheiro

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Palavras-Chave

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Flamengo Libertadores Lula Flávio Bolsonaro Bap Bets PL

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Derrota de Flavio desespera clubes que davam como certa a volta das bets Milly Lacombe Colunista do UOL 27/10/2026 09h28 Deixe seu comentário Flamengo substituiu o patrocínio de bet com o protesto "Proibir não é proteger" Imagem: Mauricio De Souza/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Há alguns dias ficamos sabendo que o presidente do Flamengo havia negociado com o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, a derrubada da MP que proibiu as bets no Brasil. A Folha apurou que o primeiro contato teria sido feito por telefone logo depois da proibição e O Globo noticiou, através do Blog do Diogo Dantas, que um outro telefonema entre Bolsonaro e Bap teria ocorrido entre as semi-finais da Libertadores. As apurações indicam que o candidato do PL teria tranquilizado Bap em relação à volta das casas de apostas online. Imagino que todos os dirigentes que estão angustiados como sumiço do dinheiro que as bets davam a eles tenham torcido bastante para a vitória do candidato ligado a milicianos e que relativiza fuzilamento de criança de comunidade. Mas eis que Flavio é derrotado de forma retumbante nas urnas e agora a volta das bets fica ameaçada. Como lidar com a reviravolta? Nenhum dirigente parece estar preocupado com a degradação social imposta pelas casas de apostas. Eles alegam que não poderia ter havido um corte abrupto da noite para o dia. É curioso notar como eles selecionam as informações que absorvem. Nunca foi da noite para o dia. O mercado de apostas pode ter se tornado legal, mas jamais foi legítimo. Lula já tinha dito que se a regulação deixasse de resolver as questões sociais ele iria proibir. Em outros países, muitos deles considerados superiores ao Brasil por esses mesmos dirigentes, a publicidade já tinha sido proibida. O que fez esses magos da gestão colocarem todos o seu foco em um mercado tão vulnerável? Não deveriam estar sendo cobrados por terem estruturado tão porcamente o planejamento? Marco Antonio Sabino Há quem esteja sorrindo entre os aliados de Flávio Wálter Maierovitch Israel vota, e fim político de Netanyahu está no radar Gustavo Miller É possível vivermos em um Brasil sem a Meta? Letícia Casado Quem estava com Flávio na noite da derrota Agora, em vez de irem atrás de outro tipo de apoio, estão esperneando e articulando com um candidato pouco apegado à democracia. Risco de ditadura não importa se o que queremos é dinheiro no bolso. Se a ditadura traz de volta meu amado patrocinador, que assim seja. Trago seu patrocinador de volta em 10 dias. Esses dirigentes já entraram para a história da forma mais vexatória possível. Se são gestores tão espetaculares o que será que os impede de buscar uma saída financeira criativa para o fim das bets? O candidato deles foi devidamente humilhado pelo povo nas urnas. Se tudo der certo, o presidente reeleito seguirá com pulso firme contra as bets. E os executivos do futebol terão que mostrar se são mesmo tão bons gestores ou se sabem apenas articular com candidatos do submundo e se entregar ao mimimi. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Opositores de Netanyahu denunciam 'sabotagem' em urnas na eleição em Israel Madeireiro é preso por matar policial após pergunta sobre política em MT Medo maior a Bolsonaro foi o que decidiu eleição, diz estudioso do lulismo Eduardo ironiza suposta fuga de irmão: 'Sim. E Elon Musk mandou um foguete' Bolsa e dólar dão sinais de acomodação após forte queda pós-eleição