A oposta Mari Brambilla, do Osasco, sofreu uma grave lesão no pé direito ao cair em quadra após um ataque na vitória por 3 a 1 sobre o Mackenzie pela Superliga feminina de vôlei. A jogadora de 26 anos deixou o ginásio de maca, aplaudida pelo público, e fará exames de imagem para definir a gravidade da lesão. Ela é uma das substitutas de Tifanny, primeira atleta transgênero da Superliga, impedida de seguir na competição após decisão judicial.
A Justiça Desportiva baneu, por unanimidade, a jogadora Tifanny Abreu das competições organizadas pela CBV, e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar que permitia sua atuação pelo Osasco na Superliga feminina de vôlei. A defesa da atleta pretende recorrer da decisão judicial. O caso ocorre às vésperas do jogo entre Osasco e Mackenzie pela segunda rodada da competição.
A oposta Tifanny Abreu celebra a liminar da Justiça que garantiu sua participação na final da Supercopa, após a CBV vetar atletas transgênero com uma nova regra de elegibilidade baseada em teste genético. O Osasco venceu o Praia Clube por 3 a 0 e conquistou o título da Supercopa feminina de vôlei, com Tifanny como uma das destaques. Emocionada, a atleta desabafou sobre a necessidade de lutar diariamente para se provar dentro e fora de quadra e prometeu continuar lutando pelo direito de disputar a Superliga.
A Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar que determina a participação da oposta Tifanny Abreu na Supercopa e na Superliga de vôlei, sob pena de multa à CBV. A federação havia barrado o registro da atleta após mudar a política de elegibilidade para atletas transgênero. A defesa da jogadora comemorou a decisão e o caso seguirá sendo julgado pelo STJD.
A CBV publicou nota oficial informando que buscará reverter, via recursos judiciais, a liminar da Justiça do Rio de Janeiro que libera Tifanny Abreu para disputar a Supercopa e a Superliga Feminina. A jogadora do Osasco, única atleta transgênero da elite do vôlei nacional, será titular contra o Praia Clube. A defesa da atleta argumenta direito adquirido, pois ela atua regularmente no Brasil há cerca de cinco anos.
A Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar provisória que libera a jogadora transgênero Tifanny Abreu para disputar a Supercopa e a Superliga de vôlei nesta temporada. A decisão foi obtida após a defesa da atleta acionar o STJD e se baseia no argumento de direito adquirido, já que ela atua no vôlei brasileiro há cerca de cinco anos. Caso sua participação seja impedida, a CBV poderá ser multada em R$ 5.000 por partida.
Tifanny Abreu, aos 41 anos, lidera o Osasco na conquista do 19º título do Campeonato Paulista feminino de vôlei sobre o Sesi-Bauru, no que pode ter sido seu último jogo profissional. A atleta transgênero evita falar em despedida e promete lutar, inclusive recorrendo à Justiça, para disputar a Superliga antes de se aposentar. A CBV mudou a política de elegibilidade para competições nacionais femininas, seguindo regras do COI, impedindo a participação de mulheres transgênero.
Tifanny Abreu, única atleta transgênero da elite do vôlei brasileiro, desabafou publicamente contra a nova diretriz da CBV que restringe a participation no naipe feminino a atletas do sexo biológico feminino. Impedida de disputar a Superliga 2026/27, ela afirmou se sentir tratada "como uma bandida" e avaliou recorrer à Justiça caso siga barrada. Enquanto isso, segue atuando apenas em torneios da federação paulista, como o próximo jogo pelo Campeonato Paulista.