A jogadora de vôlei Tifanny Abreu sofreu dupla derrota na Justiça e está impedida de disputar a Superliga feminina pelo Osasco. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar que permitia sua participação, enquanto o STJD negou o mandado de garantia impetrado pela defesa da atleta. A decisão está ligada à nova política de elegibilidade da CBV, alinhada ao COI e à FIVB, que exige o teste do gene SRY e exclui atletas trans das competições nacionais.
A Justiça Desportiva decidiu, por unanimidade, pela inelegibilidade de Tifanny Abreu em competições organizadas pela CBV, revogando a liminar que permitia sua atuação pelo Osasco na Superliga. A decisão se baseia em uma nova política de elegibilidade que utiliza a triagem do gene SRY. A atleta ainda pode recorrer à Justiça comum para tentar reverter o entendimento e garantir sua continuidade nas partidas.
A jogadora de vôlei Tifanny Abreu recorrerá à Justiça comum após ter negado pedido de liminar no STJD, na tentativa de derrubar o veto da CBV que a impede de disputar a Supercopa do Brasil e a Superliga Feminina 2026/27. A CBV passou a exigir comprovante de sexo biológico feminino por meio do exame do gene SRY, em alinhamento com o COI e a FIVB. A defesa da atleta, que joga no Osasco, argumenta que a medida impede o exercício de sua profissão.
A jogadora de vôlei Tifanny Abreu obteve uma liminar na Justiça comum do Rio de Janeiro que a libera para atuar pelo Osasco contra o Praia Clube na Supercopa Feminina. A decisão saiu após o pedido dela ser negado pela Justiça Desportiva, já que a CBV passou a exigir, desde agosto, exame do gene SRY para elegibilidade na categoria feminina. A mudança da CBV segue a nova política do Comitê Olímpico Internacional que proíbe atletas transgêneros e intersexo.
A Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar que libera a participação da central trans Tifanny Abreu, do Osasco, na Supercopa Feminina e na Superliga 2026/27 de vôlei. A decisão suspende os efeitos da nova política de elegibilidade da CBV, baseada no gene SRY, e impede punições ao clube pela escalação da atleta. A liminar vale até deliberação judicial definitiva.
Tifanny Abreu, única atleta transgênero da elite do vôlei brasileiro, desabafou publicamente contra a nova diretriz da CBV que restringe a participation no naipe feminino a atletas do sexo biológico feminino. Impedida de disputar a Superliga 2026/27, ela afirmou se sentir tratada "como uma bandida" e avaliou recorrer à Justiça caso siga barrada. Enquanto isso, segue atuando apenas em torneios da federação paulista, como o próximo jogo pelo Campeonato Paulista.