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Tifanny Abreu teve uma vitória na Justiça comum no início da noite desta sexta-feira (16), decisão que a libera para atuar pelo Osasco contra o Praia Clube pela Supercopa Feminina de Vôlei .
A liberação de Tifanny no Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, na 44ª Vara Cível da Comarca da Capital, saiu horas antes da partida. Tifanny está com o Osasco em São Luís e, segundo apurou a ESPN , vai para o jogo.
"A decisão tem carácter de intimação. Ou seja, se Osasco levar o papel (de liberação), eles são obrigados a cumprir. Se não cumprirem é um crime. Descumprimento de ordem judicial", explicou Luís Fernando Novaes, advogado da atleta.
Agora, o Osasco corre para enviar uma liminar para a Confederação Brasileira de Vôlei para que tenha o 'ok' final para que a atleta entre em quadra. A CBV foi procurada pela reportagem e, caso responda, o texto será alterado.
Como informou a ESPN , Tifanny decidiu ir à Justiça comum após ter o pedido negado pela Justiça Desportiva. A decisão a impedia de entrar em quadra, já que, desde agosto, a CBV passou a exigir a comprovação do sexo biológico feminino por meio de exame que identifica a presença do gene SRY.
A mudança no critério de elegibilidade foi adotada pela CBV em alinhamento à nova Política de Proteção da Categoria Feminina anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) neste ano, que também utiliza o exame como parâmetro para definição da elegibilidade na categoria feminina. Essa mudança no COI proíbe a participação de atletas transgêneros e intersexo nos Jogos Olímpicos .