🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Campeonato Paulista Superliga São Caetano Confederação Brasileira de Voleibol Osasco Sesi Bauru Pinheiros FIVB Tifanny Abreu Luizomar de Moura CBV Federação Paulista de Voleibol Coordenação Olímpico Internacional

Conteúdo Original

Nesta quinta-feira (1º), Tifanny Abreu voltou a criticar as novas diretrizes da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para a participação de atletas trans em competições femininas . A única jogadora transgênero em atividade na elite do vôlei nacional marcou presença no evento de lançamento da Superliga 2026/27 , em São Paulo (SP) , mesmo estando impedida de disputar o torneio. ➡️ Tudo sobre os esportes Olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico Em entrevista, a oposta do Osasco demonstrou profunda indignação com a proibição, afirmando que se sentiu tratada "como uma bandida". — É um momento muito difícil, porque, ao mesmo tempo que a gente tem que estar focado no nosso treinamento diário, em estar competindo, ter que ouvir isso no meio de uma temporada não é fácil. É como se a gente tivesse… como se eu fosse uma bandida, e eu não sou bandida . Sou uma atleta, uma atleta que inspira muitas pessoas — declarou Tifanny. Em agosto, a CBV adotou os critérios previstos na Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI), que também já foi aderida pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana (CSV). Entre os requisitos, está a realização de uma triagem genética para identificar a presença ou não do gene SRY , relacionado ao desenvolvimento sexual masculino. Com isso, a participação em campeonatos sob a regência da entidade no naipe feminino fica restrita a "atletas do sexo biológico feminino" , o que afeta diretamente a presença de Tifanny em quadra. — Eu sinto desprezo, sinto uma falta de empatia muito grande . Raiva, eu acho que é um sentimento que as pessoas não deveriam carregar dentro do coração delas. A gente deveria carregar amor. Faltou muita empatia com o ser humano, com a atleta, com o clube e, principalmente, com todas as pessoas que se inspiram em mim no esporte — continuou o desabafo. A nova política de elegibilidade foi anunciada um dia antes da estreia do Osasco na temporada, pelo Campeonato Paulista . Por ser um torneio organizado pela Federação Paulista de Voleibol (FPV), Tifanny continua atuando normalmente no estadual, assim como em amistosos, como foi o caso da recém-disputada Brasil Cup, em Belém (PA). ➡️ CBV lança Superliga 26/27 na COB Expo com ídolos do vôlei; entenda ➡️ Herdeiros de Zé Roberto: quem assume a Seleção feminina pós-LA 2028? Com a participação na Superliga ameaçada, a jogadora de 41 anos disse que pretende levar o embróglio ao âmbito judicial, caso não seja liberada para atuar no campeonato. — Espero que algo possa mudar. Se não for numa boa conversa, de bom acordo, que seja na Justiça. E que a Justiça possa estar do meu lado, porque eu não fiz nada de errado . Só estou trabalhando — ressaltou. Principal compromisso no calendário de clubes do vôlei brasileiro, a Superliga feminina começa no dia 17 de outubro. O prazo para inscrição de atletas se encerra na próxima segunda-feira (5) . Tifanny iria para sua décima Superliga, a sexta com o Osasco. Na equipe paulista desde 2021, a oposta conquistou um título da competição, em 2024/25, além de quatro Campeonatos Paulistas, duas Copas Brasil, uma Supercopa e um terceiro lugar no Mundial de Clubes do ano passado. — Eu quero poder terminar essa minha carreira de atleta com o pé direito e digna de uma aposentadoria, digna de falar assim: "Eu comecei, terminei, inspirei e agora vou começar a ajudar outras pessoas fora da quadra". Não assim, expulsa, proibida, jogada na sarjeta como se nada tivesse acontecido — completou. Tifanny volta à quadra pelo Osasco nesta sexta-feira (2), no jogo de ida das semifinais do Campeonato Paulista. O time comandado por Luizomar de Moura visita o Pinheiros, no Ginásio Henrique Villaboim, às 21h (de Brasília). A partida de volta está marcada para a próxima terça-feira (6), no Ginásio José Liberatti. Caso cada time vença um jogo, a definição do finalista irá para o golden set. Na outra chave, Sesi Bauru e São Caetano se enfrentam por um lugar na decisão.