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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A arte de defender o indefensável Milly Lacombe Colunista do UOL 02/11/2026 17h10 Deixe seu comentário Flamengo e Fluminense estamparam em suas camisas a frase "proibir não é proteger" em protesto contra o veto às bets Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Como defender a volta das bets? Fico pensando em que tipo de ginástica moral precisam fazer aqueles que, por dinheiro ou por crença, estão por aí argumentando a favor da volta das apostas online mesmo diante do cenário de degradação social que elas produziram. O argumento de que sem a legalização as apostas clandestinas florescerão é bastante frágil. Casas de apostas ilícitas serão combatidas, claro. E o que sabemos é que foi a legalização que criou a crise social atual. Sem ela, o número de apostadores e de viciados cai sensivelmente. O argumento de que seria preciso limitar de forma mais lenta também não serve. Ele apenas justifica a continuidade do lucro ganho com a destruição de vidas humanas. Se as bets causaram tanta dor e tantas mortes, elas precisam ser proibidas de forma rápida. Josias de Souza Judas vira santo padroeiro do PL na briga por poder João Paulo Charleaux Trump segue receituário de tumultuar eleições Milly Lacombe A arte de defender o indefensável Sakamoto Centrão quer piorar regras para conter extrema direita O único argumento que não faz uso de hipocrisia seria: queremos continuar ganhando rios de dinheiro e não ligamos que esse dinheiro venha associado à destruição social. Aí sim, temos um motivo honesto, ainda que deplorável. Acho até que as bets voltarão porque o dinheiro que está circulando como lobby para que isso aconteça é inimaginável. Mas não poderiam voltar com autorização para fazer propagandas, dar nome a campeonatos de futebol, patrocinador times de futebol, pagar influenciadores para convidar gente para apostar. Elas precisariam existir silenciosamente e serem colossalmente taxadas; taxadas de modo a diminuir seus lucros de forma absolutamente drástica. Claro que num mundo ideal elas nem existiriam, mas estamos no capitalismo e, dentro dele, quem manda é quem tem dinheiro. Estamos torcendo para que elas não voltem e para que as famílias, essa instituição tão citada pela extrema direita que quer desesperadamente a volta das bets, possam viver em paz sem elas. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Duas pessoas morrem após queda de asa-delta no Rio de Janeiro Fátima Bernardes celebra nove anos com Túlio Gadêlha: 'Conexão se mantém' Vivienne, filha de Angelina Jolie e Brad Pitt, retira sobrenome do pai Quem é a joia do Palmeiras de 15 anos que dominou o campeonato de Messi Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta com tombo dos preços do petróleo