Náutico e São Bernardo, recém-promovidos à Série B, optaram por rejeitar as propostas da Liga Brasileira (Libra) e da Liga Forte União (LFU). Em vez disso, ambos os clubes firmaram contrato diretamente com a CBF para a venda de seus direitos, preferindo o modelo tradicional de negociação pela confederação.
O Flamengo está pressionando a cúpula da Libra, entidade que organiza o contrato de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, para resolver um problema que causa prejuízos financeiros aos clubes. A ausência de reajuste no contrato, mesmo com o aumento do número de equipes na Série A, pode levar a perdas significativas para todas as equipes envolvidas.
O Flamengo está envolvido em negociações intensas, com a possibilidade de pagar até R$ 250 milhões por Lucas Paquetá, apesar de um episódio de apostas do qual foi inocentado. Paralelamente, o clube busca reajustar seu contrato com a Libra, diante de um cenário financeiro e político complexo.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, repudiou publicamente uma declaração considerada machista do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), contra a jornalista Renata Mendonça. O episódio reacende tensões institucionais entre os clubes, com histórico de embates sobre a Libra e direitos de transmissão.
O Flamengo recebeu R$ 53,6 milhões como prêmio pelo título do Campeonato Brasileiro de 2025. Este valor é parte do contrato da Libra com a Globo, sendo calculado com base na performance e posição no campeonato. A distribuição total para nove clubes da Libra é de R$ 1,17 bilhão, com descontos de impostos e cotas da Série B. O cálculo final leva em conta um percentual de 9,5% para o campeão sobre o valor de performance dividido entre os 20 times da Série A, resultando na fatia de 17,49% para o Flamengo.
O contrato da Libra com a Globo apresenta uma falha que pode gerar perda financeira para os clubes caso o número de times na Série A aumente. A ascensão do Remo elevou a Libra a dez clubes na elite, o que, pelo acordo atual, implicaria na divisão do mesmo bolo financeiro de 2025, resultando em um valor menor para cada equipe. A diretoria da Libra pretende renegociar com a Globo para buscar um aumento, apesar da letra fria do contrato não prever essa hipótese.
A Libra tentou reduzir o valor a ser recebido pelo Flamengo referente à parcela de audiência do contrato com a Globo. No entanto, a Justiça não aceitou os cálculos da associação e determinou um aumento no montante a ser pago ao clube carioca, além de elevar o valor retido judicialmente. Apesar disso, a Justiça não permitiu a retenção da parcela de novembro, que será paga integralmente a todos os times.
A rivalidade entre Flamengo e Palmeiras transcende as quatro linhas e contamina diversas esferas do futebol brasileiro, envolvendo disputas no STJD, arbitragem, calendário, Libra, finanças e até mesmo gramados. A desconfiança é mútua, com ambos os clubes reagindo às ações do outro e buscando hegemonia.
A decisão da Desembargadora Lúcia Helena do Passo sobre o desbloqueio de valores da Libra esclarece que a pretensão de bloqueio total de R$ 83 milhões não foi atendida. O caso envolve uma disputa do Flamengo por valores de contrato, mas o bom senso prevaleceu ao restringir o bloqueio a uma parcela específica, desbloqueando 79% do montante retido.
A matéria discute uma decisão judicial sobre o caso Libra x Flamengo, analisando os argumentos de ambas as partes e a interpretação da desembargadora. O autor compara a comemoração da Libra com uma situação inusitada envolvendo o Vasco de Eurico Miranda em 1990.
Uma desembargadora decidiu liberar a maior parte do dinheiro bloqueado judicialmente a pedido do Flamengo, permitindo que clubes da Libra recebam seus valores. A decisão destacou que a tese da Libra não era infundada e questionou a ausência de cálculos do Flamengo sobre o valor controverso.
O artigo discute a intervenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nas ligas de futebol brasileiras, Liga Forte União e Libra. O autor ressalta a estranheza dessa ação, dado o histórico de monopólio nos direitos de transmissão e a falta de intervenção prévia do Cade. A matéria também aborda a oferta de dinheiro para clubes da Série B e o interesse da CBF em controlar a segunda divisão.
O Cade, em liminar, proibiu a Libra e a LFU de admitirem novos clubes em suas estruturas até a conclusão de uma investigação sobre prática de gun jumping. A decisão visa evitar a concentração econômica antes da aprovação do órgão. O Atlético-MG é citado como exemplo de movimentação que motivou a medida.
O Cade determinou que a Libra e a LFU não podem associar novos clubes, impactando o Atlético-MG e o Vitória. A investigação apura suspeita de 'gun jumping' por parte das ligas.