A matéria detalha o andamento da investigação da Anresf e do Cade sobre um possível conflito de interesses na venda da SAF do Vasco para Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O clube e a família do comprador manifestam confiança na aprovação da negociação, e o texto apresenta alternativas como o blind trust caso o conflito seja confirmado. O contexto é o confronto entre Vasco e Palmeiras no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil.
Palmeiras e Vasco se enfrentam pela ida da semifinal da Copa do Brasil, mas o confronto também evidencia a relação familiar entre Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Marcos Lamacchia, próximo de assumir o controle da SAF do Vasco. A Anresf analisa um possível conflito de interesses decorrente do vínculo familiar entre os dois, enquanto o Cade solicitou esclarecimentos financeiros sobre a operação. Leila defendeu a independência profissional do enteado e já indicou que não disputará um terceiro mandato à frente do clube alviverde.
Os sócios do Vasco aprovaram a venda de 90% das ações da SAF do clube para a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira. A operação ainda depende do parecer da Anresf, que investiga possível conflito de interesses com o Palmeiras, e de análises do Cade. O artigo detalha os termos do contrato, incluindo aportes de R$ 500 milhões em cinco anos, garantias financeiras e regras de governança.
Após a aprovação em assembleia da venda da SAF do Vasco, o empresário Mário Junqueira, presidente da Almirante Participações, detalhou em entrevista os próximos passos da nova gestão do clube. Junqueira classificou o negócio como o 'maior projeto de futebol da América do Sul', prometeu investimentos em CT e base, e elogiou a atuação do presidente Pedrinho. O acordo, que encerra o ciclo da 777 Partners, ainda depende de aprovações do CADE e da Anresf.
Os sócios estatutários do Vasco aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária a transferência da SAF do clube para a empresa Almirante Participações S.A., de Marcos Lamacchia, com 90,60% dos votos favoráveis. Os associados também aprovaram a redução da participação mínima do clube associativo na SAF de 20% para 10%. O processo ainda depende de análises regulatórias da Anresf e do Cade.
Os sócios estatutários do Vasco aprovaram a venda de 90% das ações da SAF para a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia. O negócio ainda depende de análises regulatórias da Anresf, que investiga possível conflito de interesses devido à ligação familiar entre Lamacchia e Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e do Cade. O clube afirmou que pretende atender às exigências legais para concluir a transação.
A promotora Norma Sueli Medeiros, do MP-AL, exigiu o envio de documentos do bloco Futebol Forte União (FFU) após representação do deputado federal Luciano Amaral pedindo abertura de inquérito sobre o contrato de 50 anos. Entre os questionamentos está o mecanismo de renovação do acordo, que pode configurar fraude à lei segundo pareceres técnicos, com alegado risco de prejuízo para CRB e CSA. A SME, principal investidora do bloco, emitiu nota defendendo o acordo como um dos maiores projetos de investimento privado do futebol brasileiro.
O Cade emitiu nota técnica dando dez dias para que a liga FFU e sua investidora SME expliquem o contrato de cessão de direitos por 50 anos com os clubes, questionando possíveis restrições à concorrência. Paralelamente, o Sinafut viu sua ação contra a SME na Justiça de Brasília ser extinta por falta de legitimidade. O caso evidencia a guerra de bastidores entre CBF, investidores, clubes insatisfeitos e emissoras na disputa pela formação da liga única do futebol brasileiro.
O Cade emitiu nota técnica declarando como 'complexo' o processo de análise da relação comercial entre os clubes da Futebol Forte União (FFU), a investidora SME e a LiveMode, dona da CazéTV. O órgão apontou quatro tópicos a esclarecer, incluindo os contratos de 50 anos, condições de entrada e saída dos clubes e eventuais relações verticais que afetem a concorrência na venda de direitos de transmissão do Brasileirão. A SME afirma que o aprofundamento da análise é positivo e permitirá demonstrar os ganhos econômicos do modelo.
A Globo, ESPN, SBT, CazéTV e Band manifestaram ao Cade que a venda coletiva dos direitos de transmissão do Brasileirão representa um avanço estrutural para o mercado de mídia esportiva. As emissoras reconhecem ganhos como a redução de custos negociais e o fortalecimento do produto, embora alertem para riscos de concentração, aumento de custos de aquisição e perda de flexibilidade na programação. As respostas integram investigação do órgão antitruste após a venda dos direitos em dois blocos, conduzidos pela FFU e pela Libra.
Diversos clubes do futebol brasileiro querem discutir a saída da Federação de Futebol da União (FFU) após uma decisão do Cade que permite a livre saída de entidades. A CBF apoia a vontade dos clubes em formar uma nova liga, gerando expectativa de intensas discussões sobre o futuro das ligas existentes ou o surgimento de um novo formato.
Três conselheiros do Sport tentam anular um contrato de dois anos atrás com a Liga Forte União, que rendeu mais de R$ 200 milhões ao clube. Apesar de o Sport negar envolvimento oficial, a ação levanta questões sobre a responsabilidade em caso de cancelamento e o resíduo de contratos anteriores. O CADE liberou a expansão das ligas, considerando os acordos válidos.
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) fechou acordo com a Libra e a FFU, blocos comerciais de clubes de futebol brasileiro. Cinco clubes da Libra – Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Santos e São Paulo – dividirão um pagamento de R$ 559 mil como contrapartida pela liberação dos blocos para atrair novos membros. O acordo visa garantir a livre concorrência e encerra investigações sobre possíveis irregularidades na formação dos grupos.
O Cade multou a Libra em R$ 559 mil pela prática de 'gun jumping', que é iniciar uma operação empresarial antes da aprovação do órgão regulador. A Futebol Forte União do Futebol Brasileiro (FFU) firmou acordo sem penalidade, pois não atingiu os critérios de faturamento que tornariam a notificação obrigatória. Ambas as entidades terão 60 dias para informar atos já realizados e se comprometeram a comunicar mudanças futuras na negociação de direitos de transmissão por três anos.
Um parecer jurídico aponta ilegalidades na criação da Liga Forte União (LFU), especialmente na cessão antecipada de direitos de transmissão por 50 anos a fundos de investimento. O documento foi entregue ao Cade, que investiga suspeitas de concentração econômica e intervenção na autonomia esportiva.
O Sindicato Nacional das Associações de Futebol entrou com um pedido no Cade para questionar a legalidade da venda de parte dos direitos de TV da Série A pela LFU a investidores. A entidade alega desrespeito à Lei Geral do Esporte, enquanto a LFU defende a legalidade de seu modelo de negócios.
O Cade, em liminar, proibiu a Libra e a LFU de admitirem novos clubes em suas estruturas até a conclusão de uma investigação sobre prática de gun jumping. A decisão visa evitar a concentração econômica antes da aprovação do órgão. O Atlético-MG é citado como exemplo de movimentação que motivou a medida.
O artigo discute a intervenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nas ligas de futebol brasileiras, Liga Forte União e Libra. O autor ressalta a estranheza dessa ação, dado o histórico de monopólio nos direitos de transmissão e a falta de intervenção prévia do Cade. A matéria também aborda a oferta de dinheiro para clubes da Série B e o interesse da CBF em controlar a segunda divisão.
O Cade determinou que a Libra e a LFU não podem associar novos clubes, impactando o Atlético-MG e o Vitória. A investigação apura suspeita de 'gun jumping' por parte das ligas.