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Análise dos Times

Lfu

Principal

Motivo: O artigo foca nas ilegalidades apontadas contra a LFU, apresentando o parecer jurídico como principal fonte de informação e citando a resposta da LFU de forma mais reativa.

Viés da Menção (Score: -0.6)

Motivo: O Sindicato do Futebol é apresentado como o requerente do parecer ao Cade, o que confere um papel positivo à sua ação na matéria.

Viés da Menção (Score: 0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Vasco Botafogo Corinthians Fortaleza CBF Cruzeiro Internacional LFU Cade Wladimir Camargos Sindicato do Futebol Libra

Conteúdo Original

Belle Suarez analisa a iniciativa pelo Fair Play financeiro no Brasil: "Importante ter uma unidade de discurso" Um parecer produzido pelo advogado Wladimir Camargos, que atuou como relator da Comissão de Juristas para a elaboração do anteprojeto da Lei Geral do Esporte, aponta ilegalidades na constituição da LFU (Liga Forte União). O documento foi produzido a pedido do Sindicato do Futebol e entregue ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que investiga suspeita de concentração econômica. Ao ge , a LFU afirmou que o parecer é uma "tentativa de deslegitimar um modelo de negócio legal e benéfico ao futebol brasileiro" e que a operação do bloco "respeita a autonomia esportiva, a estrutura de governança do futebol e a legislação concorrencial". O Cade tem duas investigações em andamento com conteúdo semelhante, uma com relação à LFU, outra sobre a Libra. No mês passado, o órgão ligado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública proibiu que os dois grupos associassem novos membros. Na duas apurações há suspeitas de gun jumping, quando uma operação de concentração econômica é realizada antes da aprovação do Cade. O parecer a que o ge teve acesso, porém, trata apenas da criação da LFU – cujos clubes venderam direitos antecipados a fundos de investimentos por 50 anos, o que diferencia o bloco da Libra. 1 de 1 Dirigentes da LFU — Foto: Christiano Beltrão/Arquivo Pessoal Dirigentes da LFU — Foto: Christiano Beltrão/Arquivo Pessoal Segundo Camargos, em seu parecer, “há riscos críticos e imediatos” de anulação de negócios jurídicos da LFU, entre eles os contratos de cessão dos direitos de transmissão – o bloco negociou esses direitos por cerca de R$ 1,5 bilhão anuais. A venda antecipada de parte dos direitos por 50 anos a fundos de investimento também é ilegal, de acordo com o documento. A justificativa é que o acordo “representa um risco severo e sistêmico à autonomia esportiva nacional garantida pelo artigo 217 da Constituição” ao “permitir que um investidor detenha poderes regulatórios, ainda que indiretos, por 50 anos”. Camargos também argumenta que essa cessão “expropria a competência regulatória da CBF”, que é a quem pertence a titularidade comercial do Campeonato Brasileiro, mesmo que a lei dê aos clubes a prerrogativa de difusão de suas imagens. O Cade ainda não analisou o pedido do Sindicato do Futebol para que a entidade seja considerada parte interessada no processo administrativo. Procurada pelo ge , a LFU se manifestou em nota: O parecer representa uma tentativa de deslegitimar um modelo de negócio legal e benéfico ao futebol brasileiro, lançando mão de interpretações equivocadas e descontextualizadas da legislação e dos atos e contratos realizados. A operação da LFU respeita a autonomia esportiva, a estrutura de governança do futebol e a legislação concorrencial. Tem por objetivo maior e final justamente fortalecer e modernizar o futebol do Brasil. Em particular, a LFU segue colaborando com o CADE no esclarecimento dos fatos e na prestação de todas as informações solicitadas e necessárias para a melhor compreensão e resolução do procedimento em tramitação. Atualmente, 33 clubes formam a LFU: Botafogo , Corinthians , Ceará , Cruzeiro , Fluminense , Fortaleza , Internacional , Juventude , Mirassol , Sport , Vasco , que jogaram a Série A neste ano; Atlético-GO; Athletico-PR, Amazonas, América-MG, Avaí, Botafogo-SP, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cuiabá, CRB, Goiás, Novorizontino, Operário-PR, Vila Nova, que estavam na Série B; CSA, Figueirense, Ituano, Londrina, Náutico, Ponte Preta, Tombense, da Série C de 2025.