O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido para trancar a investigação sobre supostos desvios de dinheiro no Corinthians, que abrange gestões de 2018 a 2025. A investigação apura o uso indevido de cartões corporativos e emissão de notas frias por ex-presidentes do clube.
A principal torcida organizada do Corinthians, Gaviões da Fiel, teve a recomendação de restrição de presença em estádios suspensa pelo Ministério Público. Com isso, a torcida poderá comparecer ao jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. A decisão, embora temporária, representa uma vitória após dias de incerteza para a organizada.
A Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, busca um diálogo com o Ministério Público para reverter a punição imposta e permitir a realização de sua tradicional festa nas arquibancadas. A reunião, agendada para esta sexta-feira (12), visa encontrar um caminho que concilie as exigências legais com as manifestações típicas das torcidas organizadas.
O Ministério Público manteve a punição à Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, impedindo sua presença em praças esportivas até o final de 2026. A diretoria da organizada tentou reverter a decisão, mas não obteve sucesso, com a torcida proibida de comparecer ao jogo contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil.
O ex-jogador Anderson Lessa, com passagens por Cruzeiro e Náutico, encerrou sua carreira profissional para se dedicar integralmente à igreja protestante. Atualmente morando em Caruaru, ele ministra em cultos e prioriza o tempo com a família, descrevendo essa mudança como a "melhor decisão da vida".
O colunista Juca Kfouri defende a intervenção judicial como a solução para conter o que ele descreve como um "assalto" ao Corinthians. Ele se baseia em uma proposta anterior e nas constatações de uma investigação do Ministério Público.
Um promotor do Ministério Público de São Paulo sugeriu a intervenção judicial no Corinthians, apresentando 25 motivos para a ação. As justificativas incluem investigações sobre desvio de dinheiro, uso indevido de cartões corporativos, infiltração do crime organizado e irregularidades em contratos.