O Corinthians recebeu R$ 11,2 milhões de um fundo ligado à Neo Química Arena, mas priorizou o pagamento de outros compromissos financeiros em vez de quitar os três meses de direitos de imagem atrasados do elenco. A decisão ampliou a insatisfação dos jogadores e está relacionada à saída do executivo Marcelo Paz. O clube afirma que a escolha foi estratégica diante do contexto financeiro.
O Corinthians quitou parte dos valores em atraso do acordo firmado com a União por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), relacionado à parcela previdenciária. O clube ainda acumula dívida superior a R$ 19 milhões em parcelas atrasadas desde junho. O acordo geral contempla cerca de R$ 1 bilhão em tributos não previdenciários, R$ 200 milhões em débitos previdenciários e R$ 15 milhões de FGTS, com pagamento parcelado e reduções de encargos.
O Corinthians utilizou recursos do fundo de investimento imobiliário ligado à Neo Química Arena para quitar parcelas atrasadas de um acordo de dívida previdenciária com o Governo Federal. Foram pagas as parcelas de junho a setembro, somando cerca de R$ 8 milhões, após resistência interna no clube. O time ainda precisa regularizar parcelas atrasadas de outro acordo tributário com o governo.
Relatório mostra que as dívidas e compromissos do Corinthians superaram em R$ 1,053 bilhão o valor de bens e direitos do clube em julho de 2026, configurando patrimônio líquido negativo. O quadro piorou R$ 279,6 milhões em relação a dezembro de 2025, quando o 'passivo a descoberto' era de R$ 774,2 milhões. Auditoria externa havia alertado sobre dúvidas quanto à continuidade financeira do clube.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) restabeleceu a cobrança ao Palmeiras de mais de R$ 6 milhões referentes ao FGTS de 89 profissionais que passaram pelo clube entre 2006 e 2009. O desembargador considerou que valores pagos como direitos de imagem têm natureza salarial e devem sofrer incidência do FGTS. O clube vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e confia na reversão com base em precedentes do STF e do Carf.
Por Diego Garcia e Francisco De Laurentiis em 2026-09-28
O Palmeiras foi derrotado na Justiça em ação que envolve a cobrança de FGTS de 89 ex-jogadores, técnicos e funcionários, em caso que supera R$ 6 milhões. O desembargador Herbert de Bruyn, do TRF-3, reformou a sentença de primeira instância que havia sido favorável ao clube e restabeleceu a cobrança sobre pagamentos de direito de imagem feitos entre 2006 e 2009. Entre os nomes da lista do processo estão Tite, Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo, Marcos e Rosembrick.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) reformou uma decisão anterior e restabeleceu a cobrança de mais de R$ 6 milhões do Palmeiras referente ao FGTS de 89 profissionais que atuaram no clube entre 2006 e 2009, incluindo valores pagos a título de direitos de imagem. Entre os citados na ação movida pela Fazenda Nacional estão nomes como Edmundo, Tite, Marcos e Valdivia. O clube afirmou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e confia na reversão do caso com base em precedentes do STF e do Carf.
O Corinthians acertou um acordo com a Fazenda Nacional para quitar uma dívida histórica de R$ 1,2 bilhão, obtendo um desconto de 46,6% em multas e juros. O clube pagará R$ 679 milhões em até 120 parcelas, oferecendo o Parque São Jorge e recursos da Timemania como garantia. Este acordo visa regularizar a situação financeira do clube e permitir que ele se concentre no futebol e em sua modernização.