O Corinthians informou à Justiça que teve contas bancárias bloqueadas, com R$ 291.670,53 penhorados, em meio a um processo movido pela Pixbet, que cobra quase R$ 40 milhões do clube. Os bloqueios ocorrem enquanto o clube acumula calotes no RCE (Regime de Centralização de Execuções), com o Ministério Público e diversos credores cobrando pagamentos atrasados que superam R$ 10 milhões. O Corinthians corre o risco de perder o plano de pagamento aprovado pela Justiça.
O São Paulo tenta receber na Justiça cerca de R$ 9 milhões de dois ex-patrocinadores que deixaram de pagar seus contratos. O caso mais recente envolve a Vitória Cup, com dívida corrigida de R$ 1,34 milhão, e o maior diz respeito à Integra Assistência Médica, dona da marca Blue Saúde, que deve R$ 7,7 milhões ao clube. A empresa de saúde argumenta que o São Paulo descumpriu o contrato ao retirar a marca da camisa antes do prazo concedido.
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, respondeu às críticas do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, que acusou o clube paulista de calote por uma dívida de R$ 18,6 milhões referente à contratação do zagueiro Joaquim. Teixeira classificou o dirigente do Cuiabá de 'desqualificado' e 'irresponsável', alegando que o Santos tem R$ 25,5 milhões a receber de outros clubes brasileiros e que usará esses recursos para quitar dívidas e derrubar os quatro transfer bans vigentes.
A Justiça de São Paulo concedeu três dias para a empresa Enriquecer Capital Assessor de Investimentos quitar uma dívida de quase R$ 500 mil com o Santos. O clube alega que a empresa, que foi patrocinadora por um ano, deixou de pagar a última parcela do acordo e ainda responde a acusações de operar em moldes de pirâmide financeira. A decisão também fixou honorários advocatícios em 10% do débito e deu 15 dias para a defesa da empresa.
O Santos aguarda o pagamento de US$ 2,5 milhões pela venda do lateral-direito JP Chermont ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, que não honrou o depósito à vista. O clube árabe pediu prazo maior e que o Santos não acione a Fifa, pedido atendido pela diretoria alvinegra para preservar o bom relacionamento. Enquanto isso, o Santos mantém pendências financeiras com o elenco, incluindo um mês de direitos de imagem em atraso.
Por Paulo Cobos, colunista do ESPN.com.br em 2026-10-13
Coluna de opinião que discute a crise financeira do Corinthians, a partir do relato do zagueiro Gabriel Paulista sobre salários atrasados. O autor defende que o clube deve pagar todos os valores devidos aos jogadores, inclusive a Memphis Depay, mas questiona por que atletas assinam contratos com clubes com histórico recorrente de calotes.
Colunista Walter Casagrande critica a administração do Corinthians, que enfrenta dificuldades para contratar técnicos como Ramón Díaz, Jorge Sampaoli e Sylvinho devido à fama de caloteiro, dívidas e falta de autonomia para o treinador. O texto lista diversas contratações malsucedidas dos últimos anos, como Memphis Depay, Matias Rojas e Igor Coronado, que chegaram com salários altos e renderam pouco. O autor compara o clube com o Palmeiras, bem organizado administrativamente, enquanto o Corinthians luta contra o rebaixamento no Brasileirão.
O meia Patrick, atualmente no Remo, acionou o Internacional na Justiça do Rio Grande do Sul para cobrar uma dívida de cerca de R$ 1,5 milhão referente a um acordo de direitos de imagem não cumprido pelo clube. O jogador fez 199 partidas pelo Inter entre 2018 e 2021 e, após novo acordo em 2025, o clube não pagou sequer a primeira parcela. O Inter afirma conhecer a dívida e pretende propor um novo acordo ao atleta.
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, atacou duramente o Santos após a condenação do clube pela CNRD a pagar R$ 18,6 milhões referentes à negociação do zagueiro Joaquim, chamando o Peixe de 'caloteiro', 'sem vergonha' e 'golpista'. O dirigente também cobrou o Corinthians por uma dívida superior a R$ 17 milhões envolvendo a transferência do volante Raniele e defendeu punições mais severas, como perda de pontos, para clubes inadimplentes. Segundo Dresch, o Cuiabá tem mais de R$ 40 milhões a receber de clubes brasileiros, incluindo Sport e Grêmio.
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, criticou clubes inadimplentes no futebol brasileiro e classificou a permanência de Santos e Vasco na Série A como 'estelionato esportivo'. A declaração ocorre após a CNRD condenar o Santos a pagar R$ 18,6 milhões ao clube mato-grossense por dívidas da negociação do zagueiro Joaquim. O Cuiabá alega ter mais de R$ 40 milhões a receber de outros clubes e defende punições com perda de pontos para equipes inadimplentes.
O Palmeiras acionará o Fortaleza na CNRD da CBF devido a calotes em dois negócios de jogadores. O clube cearense deve parcelas de 225 mil euros pela venda de Gustavo Mancha ao Olympiacos e também atrasou o pagamento pela transferência de Breno Lopes. O Fortaleza não se manifestou sobre o assunto.
O Novorizontino entrou com uma ação judicial contra o Santos, cobrando uma dívida de aproximadamente R$ 8 milhões referente a pagamentos atrasados pelas contratações dos jogadores Luisão e Lucas Barbosa. O clube paulista alega não ter recebido valores devidos por ambas as negociações.
O São Paulo Futebol Clube acionou a Justiça para cobrar R$ 6,2 milhões da Blue Saúde, empresa que estampou sua marca na barra traseira do uniforme. O contrato, assinado em 2024 com duração até o fim de 2025, previa o pagamento de R$ 17,4 milhões, mas a Blue deixou de cumprir as parcelas em maio de 2025. Após tentativas frustradas de acordo amigável, o clube rescindiu o contrato unilateralmente e entrou com a ação judicial.
O Araçatuba anunciou a saída do técnico Vaguinho Santos após uma série de resultados negativos e em meio a uma grave crise política e financeira no clube. Jogadores denunciaram calotes da diretoria, que também cancelou uma reunião sobre o impeachment do presidente. Esta não é a primeira vez que a diretoria enfrenta denúncias de problemas financeiros e de gestão.