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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Corinthians procura vários técnicos e a resposta é a mesma: Não, obrigado! Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 10/10/2026 09h16 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ramón Díaz, Jorge Sampaoli e Sylvinho foram alguns dos técnicos sondados pelo Corinthians Imagem: Montagem/UOL Os reflexos, as sequelas e as consequências de uma administração desastrosa, da fama de caloteiro e das dívidas são estes. Como um profissional poderá acreditar que irá trabalhar no Corinthians e receber seu salário? Mas os problemas não são exclusivamente esses, porque há outro detalhe que treinadores sérios não aceitam: a falta de comando, ter um jogador que manda mais do que o presidente, um cara intocável a quem o clube deve milhões e que faz o que quer. A Hora Centrão vê margem menor para negociar em 2027 Julián Fuks O que ensino à minha filha sobre política PVC Informações e palpites da rodada do Brasileirão Paulo Camargo O McDonald's virou Méqui. Fui explicar isso à matriz Como alguém vai para um clube em que não tem total autonomia nas decisões e, ainda por cima, sem receber? Os jogadores que aceitam ir para o Corinthians hoje em dia são aqueles que estão livres e sem mercado, mas chegam com um salário como se estivessem no auge. Veja o caso do próprio Memphis Depay. Ele veio parar no Corinthians porque estava totalmente sem mercado e ninguém, mas ninguém mesmo, iria pagar os valores absurdos que o Corinthians topou pagar. Nem em seu melhor momento na carreira ele ganhou e teve tantos privilégios em um clube como ganha e tem no Corinthians. E quantos outros chegam e os dirigentes dizem assim: Continua após a publicidade "Fomos muito bem, aproveitamos a oportunidade e trouxemos fulano e ciclano sem custos por estarem livres no mercado." Mentira. Não existem jogadores sem custo, porque o clube não paga pela compra, mas os empresários colocam salários, luvas e premiações lá em cima usando exatamente o "veio sem custos". O Corinthians virou nos últimos dez anos um balcão de negociatas estranhas e prejudiciais ao clube. Alguém pode perguntar assim: "Casão, do que você está falando?" Explicarei claramente. Continua após a publicidade Matias Rojas, o Maradona do Paraguai, chegou ao Corinthians ganhando uma fortuna, não deu um chute, não deu uma assistência, e o Corinthians deve até hoje a ele. Inclusive, tomou um transfer ban por isso. Igor Coronado, que nunca havia jogado no Brasil nem em nenhuma grande liga do mundo, veio para o Corinthians "sem custo", mas ganhando R$ 2 milhões por mês — o mesmo que Gabriel Barbosa também ganhava no seu auge no Flamengo, quando foi artilheiro em todos os torneios e campeonatos, além de ganhar diversos títulos. Coronado, que não fez nada, mas nada mesmo pelo Corinthians, também foi embora com o clube lhe devendo mundos e fundos. André Ramalho também chegou ao Corinthians no grupo dos "sem custos", e já faz muito tempo que ninguém fala nada sobre ele. A última notícia foi que ele teve um caso de labirintite em agosto e até agora não voltou, mas mesmo antes já era reserva da equipe. Os equatorianos Felix Torres e Domingos Palácios chegaram com status de jogadores de Copa do Mundo, e todos viram o que foram no Corinthians, né? Continua após a publicidade O lateral Domingos Palácios chegou com lesão de cartilagem no joelho e mesmo assim foi aprovado nos exames médicos; até hoje ninguém explica de fato por que ninguém vetou sua contratação. Já Félix Torres cansou de errar, de entregar gols, de complicar jogos importantes e foi para o Internacional. Por lá, anda fazendo o mesmo que fazia por aqui, ou seja, errar e entregar. Foram dezenas de jovens promissores vendidos a preço de banana ou dados de graça. Esse mini-histórico que fiz sobre os últimos anos do Corinthians explica a dificuldade de arrumar um treinador faltando nove rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro, estando colado no Z-4, sendo que neste domingo enfrentará o vice-líder Palmeiras no NuBank Parque. Claro que a maioria dos treinadores está dizendo "não" de cara, e os outros estão pedindo uma fortuna para assumir uma situação dessas. Ramón Díaz, Sylvinho e Zubeldía disseram não. Continua após a publicidade Com Carille e Jorge Sampaoli, foram os valores que complicaram as negociações. Outra opção seria Emiliano Díaz sem seu pai, Ramón, mas nem sei se os dirigentes pensaram dessa forma. Só sei que ficou claro que, hoje em dia, para o Corinthians contratar treinadores e jogadores no auge será cada vez mais difícil. Enquanto o Palmeiras, que está bem organizado administrativamente, contrata Vitor Roque, o Corinthians vem de Pedro Raul, por exemplo. Vou dar uma sugestão: Coloque um anúncio nos classificados dizendo assim: Continua após a publicidade "Procuramos treinadores com ou sem experiência, com baixo salário e sem promessa de receber em dia." Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Por que Ramón, Zubeldia e Sylvinho recusaram assumir o Corinthians Ufal pede segurança após bolsonaristas invadirem campus para tirar cartazes Flávio dividia conta com suspeito de lavar dinheiro do INSS, indicam emails Palmeiras x Corinthians e Fla-Flu podem mudar líder. Informações e palpites O McDonald's virou Méqui. E eu tive que explicar isso em Chicago