Lewis Hamilton declara que adiará a aposentadoria na Fórmula 1 para disputar o inédito Grande Prêmio da África, previsto para Ruanda no início da próxima década. O heptacampeão, aos 41 anos e com contrato com a Ferrari até 2027, condiciona sua permanência ao condicionamento físico e aos resultados. A matéria também aborda controvérsias do acordo, como a acusação de sportswashing levantada pela Anistia Internacional.
O colunista Mauro Cezar Pereira critica a incoerência ética da Premier League, que baniu casas de apostas da frente das camisas a partir de 2026/27 sob argumento de responsabilidade social, mas segue aceitando dinheiro de regimes autoritários. Ele cita o patrocínio 'Visit Rwanda' no Arsenal e no Aston Villa, ligado ao governo de Paul Kagame, e a compra do Newcastle pelo fundo saudita PIF como exemplos de critérios éticos seletivos. Para o autor, a medida de proteção ao consumidor não serve de certificado de coerência moral para o futebol inglês.