O Flamengo, representado pelo vice-presidente geral Flávio Willeman, foi o primeiro clube a se manifestar em audiência pública no STF contra a medida provisória que proíbe casas de apostas no Brasil. O clube alertou para possível perda de R$ 430 milhões anuais em receitas de patrocínio, destacou os riscos à segurança jurídica dos contratos assinados e criticou a eficácia da proibição frente ao crescimento do mercado ilegal. A audiência foi aberta pelo ministro Luiz Fux, relator da ADI 8027, e conta com a participação de outros clubes, entidades e órgãos governamentais.
Representantes de clubes brasileiros de futebol participam de audiência pública no STF para defender o mercado regulado de bets, criticando a Medida Provisória do governo que veta a atividade. Dirigentes e advogados de Fluminense, Flamengo, São Paulo, Corinthians e Botafogo argumentam impactos financeiros, falta de segurança jurídica e o risco de aumento do mercado ilegal. O ministro Luiz Fux, relator das ações, declarou-se contra as bets, mas a audiência foi marcada pela defesa dos clubes à permanência das casas de apostas.
O consórcio Fla-Flu Serviços, administrador do Maracanã, anunciou que vai recorrer da decisão judicial do desembargador Marco Antônio Ibrahim que liberou o estádio para a partida entre Vasco e Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana em 20 de outubro. A concessionária argumenta que a decisão contraria seis pronunciamentos anteriores, compromete a segurança jurídica e ignora pareceres técnicos sobre a preservação do gramado. Enquanto o recurso tramita, o Vasco já iniciou a venda de ingressos, com mais de 35 mil bilhetes vendidos.