Por Diego Garcia, Luciano Borges e João Felippe França em 2026-10-21
O Cuiabá acionou a CNRD pedindo que o Corinthians seja punido com dois anos de transfer ban e perda do Certificado de Clube Formador após novo atraso no pagamento do plano coletivo de quitação de débitos. O clube paulista tem duas parcelas em atraso, totalizando cerca de R$ 16 milhões, e outros credores, como André Cury e a Think Ball, avaliam pedir o fim do plano de pagamentos. O Corinthians informou que está ciente da situação e trabalha para regularizar os débitos.
O Cuiabá quitou uma dívida de R$ 5,5 milhões com o técnico português Petit e, com isso, encerrou o transfer ban imposto pela FIFA. O clube agora concentra esforços na cobrança de R$ 45 milhões a receber de outros clubes brasileiros, montante considerado crucial para o planejamento financeiro. O presidente Cristiano Dresch critica a lentidão da CNRD e defende uma atuação mais rigorosa da instituição para garantir igualdade no futebol nacional.
O artigo analisa a recorrência de transfer bans aplicados pela Fifa a clubes brasileiros, com destaque para o Santos, que acumulou sete punições em menos de uma semana. O advogado especialista em direito esportivo Andrei Kampff alerta que a normalização das sanções expõe um problema estrutural de gestão financeira e governança no futebol nacional. O texto compara o cenário brasileiro com as principais ligas europeias, onde nenhum clube da primeira divisão está punido.
O Corinthians não pagou a parcela de setembro nem três prestações atrasadas do acordo de transação tributária com a PGFN, que reduziu a dívida com a União de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões. Com quatro meses de inadimplência, o montante em aberto soma R$ 27,3 milhões, e a rescisão do acordo restabeleceria o valor original da dívida. O clube, com endividamento de R$ 2,8 bilhões, também atrasa pagamentos do dia a dia, incluindo direitos de imagem e salários de jogadores.
O Internacional foi novamente acionado na Justiça pelo volante Patrick, atualmente no Remo, por dívida de R$ 1,49 milhão decorrente do descumprimento de um acordo judicial assinado em 2022. O clube efetuou apenas parte dos pagamentos pactuados e, após novo acordo em 2026, voltou a falhar no cumprimento, sendo solicitado à Justiça bloqueio de valores do clube junto à CBF e à FGF.
O Corinthians foi notificado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) por inadimplência de três parcelas da transação tributária que reduziu uma dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões. Os valores atrasados somam R$ 20,494 milhões e, sem regularização, o acordo pode ser rescindido, com restabelecimento do montante original da dívida e proibição de novas renegociações por dois anos. O clube, com endividamento de R$ 2,8 bilhões, enfrenta dificuldades financeiras, incluindo atrasos em salários e direitos de imagem dos jogadores.