Por Bárbara Mendonça e Rafael Bizarelo em 2026-10-26
A Eagle Bidco, empresa de John Textor, não exerceu o direito de preferência para comprar 49% das novas ações da SAF do Botafogo, abrindo caminho para o clube social chegar a 99% de participação acionária. Com a diluição da Eagle, a venda da SAF ao empresário Gabriel de Alba poderá ocorrer de forma simplificada, apenas com transferência das ações. Textor disputa a titularidade das ações na Justiça e tentará homologar no STJ sentença favorável obtida nos Estados Unidos.
A SAF Botafogo convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para votar o aumento do capital social por meio da emissão de 200 milhões de novas ações da Classe B, a R$ 0,01 cada, totalizando R$ 2 milhões destinados ao pagamento da folha salarial. A aprovação pode diluir a participação da Eagle, atual detentora de 49% das ações, que está sem direitos políticos por determinação da Justiça do Rio. O Botafogo social é o acionista majoritário com 51% desde julho, e há acordo para a venda da SAF à GDA Luma, empresa de Gabriel de Alba.
O Botafogo anunciou que a Assembleia Geral Extraordinária aprovou o aumento do capital social da SAF alvinegra, com emissão de 200 milhões de novas ações da Classe B, totalizando um aporte de R$ 2 milhões. A medida visa recompor o fluxo de caixa da companhia no contexto da recuperação judicial. Os acionistas Botafogo associativo e Eagle têm 30 dias de direito de preferência para subscrever as novas ações, podendo haver diluição da participação da Eagle.
A Justiça do Rio de Janeiro manteve a realização da Assembleia Geral Extraordinária da SAF do Botafogo, que discutirá o aumento de capital social. O juiz Victor Agustin Jaccoud Diz Torres multou John Textor por litigância de má-fé, com valor estimado em pelo menos R$ 10 milhões, criticando suas tentativas de reverter o controle da SAF em tribunais internacionais. A decisão mantém a nova divisão acionária, com o Botafogo social como majoritário e a Eagle com 49%.
A SAFiel, projeto de sociedade anônima do futebol do Corinthians, emitiu nota oficial para rebater 'red flags' levantadas pelo compliance do clube. As principais preocupações giram em torno do baixo capital social da empresa Invasão Fiel S.A. e do envolvimento de um de seus idealizadores em processos judiciais arquivados e em relações com antigas gestões do clube. A SAFiel defende a transparência e a legalidade de seu projeto, buscando o diálogo para esclarecer as dúvidas.