A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians converteu o processo disciplinar contra o presidente interino Osmar Stabile para o rito de destituição previsto no Estatuto Social do clube. O despacho aponta, em tese, suposto uso de serviços de segurança custeados pelo clube para interesses particulares, irregularidades em contratações e falta de autorização da Polícia Federal para a empresa Bear Security. Stabile terá dez dias para apresentar defesa, e a decisão não representa condenação nem afastamento automático.
O Corinthians aguarda o envio da proposta oficial da Caixa Econômica Federal para avançar no acordo de naming rights da Neo Química Arena e quitar a dívida do estádio. Segundo o comentarista Samir Carvalho, a documentação e os termos de um contrato de 15 anos, avaliado em R$ 640 milhões, já estão alinhados, mas faltam aprovações do CORI e do Conselho Deliberativo. O clube também espera a mediação do presidente Lula para a assinatura do acordo.
Por Gabriel Oliveira e Vitor Chicarolli em 2026-03-06
A reforma do estatuto do Corinthians enfrenta resistência interna às vésperas de uma votação decisiva. O Conselho de Orientação (CORI) sugeriu a votação parcial de itens considerados de maior destaque, gerando discordância com o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior. A proposta de votação parcial visa abordar o direito de voto do Fiel Torcedor, participação feminina, sistema de eleição para conselheiros e tempo de contribuição do sócio.
O Corinthians enfrenta um cenário de confronto interno às vésperas da votação da reforma do estatuto em seu Conselho Deliberativo. O presidente do Conselho, Romeu Tuma Júnior, acusou o Conselho de Orientação (CORI) de extrapolar suas atribuições ao tentar interferir politicamente na proposta. As divergências giram em torno de pontos como a criação de novos cargos, a profissionalização da gestão e a participação do torcedor.
Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, lamenta o pedido do Conselho de Orientação (Cori) para cancelar a votação da reforma estatutária. Ele critica a falta de sugestões construtivas do Cori e defende os avanços necessários para o clube, enquanto o Cori alega "ilegalidades" no processo. A matéria também aborda questões relacionadas à SAFiel e ao empresário Maurício Chamati.