A colunista Alicia Klein contrasta as elevadas folhas salariais dos clubes da Série A do Brasileirão, divulgadas pelo ge, com a votação no Senado sobre o fim da escala 6x1. Ela critica a ausência de posicionamento político de jogadores milionários e clubes endividados em favor dos trabalhadores comuns. O texto também menciona o protesto de Flamengo e Fluminense contra o veto às bets nas camisas.
A torcida do Flamengo realizou protestos no Maracanã contra a MP 1.394/2026, que encerrou as operações das casas de apostas no Brasil, exibindo faixas contra o presidente Lula, o Congresso e o STF antes do clássico contra o Fluminense. Os torcedores também fizeram uma segunda manifestação a favor do fim da escala 6x1, usando trocadilho com goleada histórica sobre o Vasco. Flamengo e Fluminense já haviam se posicionado institucionalmente contra a medida.
O artigo argumenta que o debate sobre a escala de trabalho 6x1 é incompleto se não considerar o trabalho doméstico e as relações de gênero. A autora Milly Lacombe destaca que a emancipação feminina está atrelada à independência econômica, dificultada pela sobrecarga de tarefas domésticas não remuneradas. Sem incluir essas discussões, a análise das horas de trabalho beneficia apenas uma parcela da população, ignorando a exaustão e opressão das mulheres.