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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O silêncio dos atletas diante da ameaça à democracia Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL 25/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Sócrates e Casagrande: atletas na política Imagem: Arquivo pessoal / Walter Casagrande Júnior Há momentos na história de um país em que o silêncio deixa de ser apenas uma escolha pessoal e passa a ter significado político. O Brasil vive um desses momentos. Quando democracia e fascismo disputam espaço, a omissão de figuras públicas com enorme capacidade de influência merece reflexão. No futebol, chama a atenção o silêncio de tantos atletas que mobilizam multidões e acumulam milhões de seguidores. São profissionais que utilizam suas redes para promover marcas, divulgar negócios e defender interesses particulares, mas desaparecem do debate quando o assunto é o futuro da democracia. Evidentemente, ninguém é obrigado a apoiar um candidato ou declarar voto. Mas existe uma diferença fundamental entre não participar de disputas partidárias e evitar qualquer posicionamento diante de ameaças às instituições, às liberdades individuais e aos direitos conquistados pela sociedade da qual fazem parte. José Roberto de Toledo Diferença caso Flávio vença será voto de protesto Thais Bilenky Vivemos momento decisivo para o que será o Brasil Tatiana Farah Lula parece respeitar mais Jair do que Flávio Vinicius Torres Freire Sem força, presidentes ficam reféns do Congresso Defender a democracia não deveria ser confundido com defender um partido. Rejeitar o fascismo, a violência política e a perseguição a adversários não deveria ser uma questão de preferência eleitoral, mas de compromisso com princípios fundamentais. O futebol brasileiro conhece exemplos de atletas que compreenderam sua responsabilidade social. Sócrates, Casagrande, Wladimir e outros participaram da Democracia Corinthiana, movimento que mostrou: jogadores podem contribuir para debates importantes da sociedade. Não se exige dos atletas de hoje a coragem de quem enfrentou uma ditadura. Mas é legítimo perguntar por que tantos, vivendo em uma democracia que lhes assegura liberdade, preferem não se manifestar sequer em defesa de sua preservação. Talvez exista o receio de perder seguidores, contratos publicitários ou a simpatia de parte dos torcedores. Talvez prevaleça a preocupação com a imagem comercial. Explicações possíveis, mas que revelam como interesses financeiros podem se sobrepor ao compromisso social. Naturalmente, o silêncio não significa necessariamente concordância com ideias autoritárias. Mas tampouco deve estar imune a críticas, especialmente quando parte de pessoas com enorme influência. Os jogadores têm todo o direito de não revelar seus votos. Entretanto, deveriam compreender que a democracia é o que lhes assegura a liberdade de expressão, inclusive para defender seus interesses. Continua após a publicidade Siga Mauro Cezar no X Siga Mauro Cezar no Instagram Siga Mauro Cezar no Facebook Inscreva-se no Canal Mauro Cezar no YouTube Siga Mauro Cezar no Threads Siga Mauro Cezar no BlueSky Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mauro Cezar Pereira por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Corinthians: Stabile comenta reunião com a Caixa e nega problema com elenco GWM Ora 5 sobe nível de SUVs elétricos com alta autonomia e fila de espera São Paulo é colocada em estado de atenção para alagamentos durante 2 horas Disputa aberta pela vitória e recuperação de Bortoleto: o que esperar do GP Quatro minutos de exercício por dia melhoram força após os 65, diz estudo