O colunista Rodrigo Mattos analisa o cenário financeiro do Flamengo caso o contrato com a casa de apostas Betano seja encerrado, em meio à possível proibição do patrocínio de bets no Brasil. Segundo ele, sem a receita da Betano, o clube precisaria realizar vendas relevantes de jogadores para equilibrar o orçamento de 2025, enquanto aguarda decisão do ministro Luiz Fux no STF. A matéria cita ainda recomendação do Ministério Público para que Flamengo e Fluminense cedam o Maracanã ao Vasco para o jogo contra o Boca Juniors pela Sudamericana.
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, afirmou que os salários de jogadores e funcionários não correm risco mesmo no pior cenário da Medida Provisória que suspendeu as casas de apostas no Brasil, mas admitiu que a venda de atletas pode ser necessária para honrar compromissos. O clube ingressou no STF como amicus curiae para expor os impactos financeiros da medida, que afetou o orçamento planejado com patrocínios como o da Betano. Boto também alertou para uma possível perda de competitividade do futebol brasileiro em relação aos rivais sul-americanos.
O Corinthians registrou um déficit de R$ 278,7 milhões até julho, valor quase 260% acima do previsto no orçamento anual, mantendo o endividamento total em R$ 2,86 bilhões. A crise financeira foi agravada pela ausência de vendas de jogadores na temporada e pelo atraso no pagamento de direitos de imagem aos atletas. A administração justifica a postergação das operações pela priorização do desempenho esportivo na Libertadores e pela estratégia de valorização dos ativos.