A Mercado Livre Arena Pacaembu informou estar aberta à substituição do gramado sintético por grama natural, no contexto de conversas com o São Paulo para que o estádio se torne uma segunda casa do clube. A administração condiciona a mudança a avaliações técnicas, operacionais e financeiras, dado o caráter multiuso da arena. O São Paulo busca alternativas porque a agenda de shows no Morumbis reduz a disponibilidade do estádio para partidas, com apresentações do U2 já marcadas para março de 2027.
A negociação do São Paulo para mandar jogos no Pacaembu em 2027 está travada devido à exigência do clube de substituir o gramado sintético por natural, o que conflita com a agenda de eventos da arena. O assunto tende a ficar para a próxima gestão, que será definida nas eleições de dezembro. A busca por uma segunda casa ocorre porque os shows no Morumbis reduzem a disponibilidade do estádio para partidas.
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o contrato com a Ticketmaster para a gestão da bilheteria do Morumbis por cinco anos, com 184 votos favoráveis e 44 contrários. O acordo, válido a partir de janeiro de 2027, prevê um adiantamento de R$ 140 milhões ao clube, recursos que serão usados para quitar valores atrasados com o elenco. A Ticketmaster substituirá a Total Acesso e, junto ao grupo Live Nation, passará a controlar também os eventos musicais do estádio.
O Conselho Deliberativo do São Paulo inicia nesta terça-feira (29) a votação do contrato com a Ticketmaster, que assumirá a bilheteria do clube a partir de 2027, substituindo a Total Acesso. O acordo prevê antecipação de R$ 140 milhões para quitar dívidas de curto prazo do Tricolor. A aprovação exige 171 votos favoráveis (dois terços dos 255 conselheiros) e o tema divide opiniões internamente.
O diretor de marketing do São Paulo, Eduardo Toni, deixou o cargo em meio a um cenário de "caos político" no clube. A saída ocorreu após suspeitas em um acordo de patrocínio da Unimed, intermediado pela empresa New Honest. Comentaristas apontam que contratos de longo prazo, como o da Live Nation, continuam gerando debates e afetando o clube.
O São Paulo prevê um aumento significativo na realização de shows em seu estádio, o Morumbis, em 2026. O clube espera realizar 12 shows, superando em 200% o mínimo de quatro eventos anuais estipulado em contrato com a Live Nation. Essa estratégia visa gerar um retorno financeiro expressivo para o clube.
O São Paulo entregou o contrato com a Live Nation a uma força tarefa que investiga camarotes clandestinos no Morumbis. A decisão ocorreu após o clube consultar a produtora de shows, que concordou com o envio da documentação. A investigação se baseia em um áudio onde ex-diretores discutem a locação de um camarote irregular.
O São Paulo se recusou a fornecer à força tarefa que investiga o clube o contrato com a Live Nation, alegando cláusula de confidencialidade. Essa postura não colaborativa incomodou o Ministério Público e a Polícia Civil, que afirmam que a confidencialidade não pode impedir investigações criminais e buscarão o documento por outros meios. O clube também é alvo de outras investigações sobre camarotes clandestinos, saques em dinheiro vivo e corrupção no clube social.
O São Paulo espera um lucro líquido de R$ 4 milhões com os shows da banda Oasis no Morumbis. A Live Nation, organizadora dos eventos, arcará com os custos da troca do gramado do estádio. O Morumbis receberá um novo gramado para a partida contra o Internacional, no dia 3 de dezembro.