O presidente da Fifa, Gianni Infantino, presidiu o primeiro conselho da entidade desde o escândalo envolvendo seu projeto secreto de abrir a Copa do Mundo a investidores privados. Dirigentes como Debbie Hewitt, da Federação Inglesa, e Bernd Neuendorf, da Federação Alemã, criticaram a falta de respostas às demandas do conselho, com Neuendorf afirmando que a confiança no presidente foi perdida. Já Ahmed Yahya, da Mauritânia, defendeu que o objetivo do projeto era o interesse do futebol, atribuindo a falha apenas ao método.
A Associação Suíça de Futebol (ASF) retirou o apoio a Gianni Infantino na disputa pela presidência da FIFA, cujas eleições ocorrem em março de 2027. A decisão decorre da crise gerada pelo plano fracassado do dirigente de abrir a entidade a investidores privados, que enfrentou forte oposição, principalmente na Europa. A UEFA, confederação europeia também sediada na Suíça, tem se mostrado crítica a Infantino desde o início da crise.
A Fifa acusou a Uefa de orquestrar uma campanha de desinformação ao pedir acesso a documentos do projeto frustrado de venda de participações da Copa do Mundo a investidores privados, em carta enviada à Justiça da Flórida. O episódio intensifica a crise entre a Fifa e confederações como Uefa, Concacaf e AFC, que cobram reforma da governança da entidade. Infantino, único candidato à reeleição em 2027, abriu espaço para conversas sobre redistribuição de recursos.
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, criticou duramente Gianni Infantino durante a assembleia geral da Associação Europeia de Clubes (EFC), em Copenhague. Ceferin rejeitou o projeto do chefe da Fifa de abrir a entidade a investidores privados e declarou que 'o futebol não precisa de imperadores'. A Uefa já havia apresentado, no final de agosto, uma denúncia por 'gestão desleal' contra Infantino.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, sinalizou apoio a repasses financeiros adicionais às 211 federações-membro, tema que será avaliado pelo Conselho da entidade em 15 de outubro. Em carta enviada às seis confederações continentais, ele defendeu o maior nível possível de recursos adicionais distribuído de forma responsável. A declaração ocorre após críticas à sua proposta abandonada de abrir as competições da Fifa a investidores privados, em meio à corrida pela sua reeleição.