O colunista Paulo Vinicius Coelho (PVC) explica o mecanismo do Amicus Curiae (Amigo da Corte) e como clubes de futebol, liderados pelo Flamengo, pretendem ingressar na ação direta de inconstitucionalidade no STF sobre o veto às casas de apostas (bets). A estratégia busca defender os contratos de patrocínio assinados sob o regime legal anterior, dependendo de autorização do ministro Luiz Fux, relator da ação. O texto contrasta esse caminho com a via tradicional de liminares na Justiça Federal dos estados.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que sobram razões jurídicas para o clube recorrer à Justiça contra a medida provisória que proíbe as casas de apostas (bets) no Brasil. Segundo ele, o impacto financeiro para o tricolor supera R$ 100 milhões, atingindo o patrocínio máster, placas de campo e estoques de camisas, enquanto o futebol brasileiro pode perder R$ 2,5 bilhões em receitas. Montenegro criticou a ausência de período de transição, alegando inconstitucionalidade, e declarou que os clubes devem recorrer ao Poder Judiciário.