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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: Relato factual, mas destaca acusações do MP contra a administração do clube e cita crise política interna

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Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Futebol MP vê ameaça a testemunhas e pede prisão de vice-presidente do Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 16/10/2026 20h09 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Armando Mendonça é vice-presidente do Corinthians desde 2024 Imagem: Reprodução/Corinthians O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, por entender que a demissão de uma testemunha pode prejudicar a investigação. A defesa do dirigente nega que ele tenha participado do desligamento e classifica o pedido como abusivo. A informação foi publicada inicialmente pelo "ge" e confirmada pelo UOL . Thais Bilenky Meta admite que IA bloqueou material de Lula Wálter Maierovitch Problema do STF não é estrutura, mas as pessoas Juca Kfouri Os cuidados da Caixa ao negociar com o Corinthians Rômulo Mendonça Empate do Fla perdeu para a festa do Vorcaro O que aconteceu O pedido, no qual o UOL teve acesso, foi apresentado nesta sexta-feira (16) à 25ª Vara Criminal de São Paulo. Armando é réu no processo que investiga irregularidades envolvendo materiais esportivos fornecidos pela Nike ao Corinthians. A solicitação ocorreu após Marcelo Munhoes deixar a diretoria de Tecnologia da Informação do clube nesta quinta-feira (15). Ele produziu informações técnicas usadas na investigação e é considerado pelo Ministério Público uma testemunha importante e vítima de coação no processo. Segundo o MP, a preocupação vai além da demissão de Munhoes: o episódio pode intimidar outros funcionários chamados para depor na audiência marcada para 10 de novembro. Para a Promotoria, outras testemunhas podem entender a demissão como uma punição por declarações contrárias aos interesses de integrantes da atual administração do Corinthians. Entre os funcionários chamados para depor estão Reginaldo Prados do Nascimento, Francisco V. Godoy Silva e Leandro Jorge Ribeiro. Munhoes relatou ao Ministério Público que perdeu o acesso aos sistemas do clube, aos ambientes corporativos e às contas de e-mail. Segundo o relato anexado ao processo, o presidente Osmar Stabile disse que o afastamento estava relacionado a questões políticas e pressões internas. Continua após a publicidade O pedido também cita declarações públicas de Stabile em defesa de Armando e críticas do presidente à atuação da Promotoria. Para o Ministério Público, esses posicionamentos, somados à demissão de Munhoes poucas semanas antes da audiência, podem comprometer a liberdade das testemunhas para depor. O documento aponta ainda possíveis sinais de que Armando e Stabile teriam atuado juntos para intimidar testemunhas. Essa hipótese, porém, ainda será investigada e não foi comprovada. Além da prisão preventiva, o Ministério Público pediu, como alternativa, a aplicação de outras restrições já solicitadas à Justiça. A Promotoria também abrirá uma nova investigação para apurar os motivos da demissão e uma possível participação de Armando, Stabile ou terceiros. Armando nega envolvimento Em nota, a defesa de Armando afirma que o Ministério Público usou um conflito político interno do Corinthians para renovar pedidos de restrições que a Justiça já havia negado. Os advogados argumentam que cabe exclusivamente à Presidência do clube nomear e demitir diretores. A defesa também afirma que não há provas do envolvimento de Armando na demissão. Os advogados destacam que o nome do vice-presidente não aparece no e-mail enviado por Munhoes ao promotor Cássio Roberto Conserino. Continua após a publicidade Outro argumento da defesa é que havia informações de que Munhoes pretendia disputar a próxima eleição do Corinthians por uma chapa de oposição. Segundo os advogados, o Ministério Público desconsiderou esse contexto político. Os representantes de Armando também questionam a atuação de Conserino. Para eles, o contato direto do promotor com Munhoes reforça uma contestação à imparcialidade dele já apresentada anteriormente. A defesa informou que pretende levar o caso aos órgãos responsáveis por fiscalizar a atuação de integrantes do Ministério Público e apresentar uma manifestação formal no processo. Armando tornou-se réu em junho por suspeitas de apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo. Ele nega as acusações. O novo pedido de prisão ainda será analisado pela Justiça. Confira a manifestação da defesa de Armando Mendonça na íntegra: "A defesa recebeu com espanto e surpresa a notícia de que o Ministério Público, na pessoa do Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, valeu-se da instrumentalização de episódio interno de dispensa de integrante do corpo diretivo do Sport Club Corinthians Paulista, como argumento para obtenção de medidas cautelares outrora denegadas pela Justiça. Trata-se de manifestação notoriamente abusiva, por desconsiderar que a dispensa representa evento próprio ao ambiente político do Sport Club Corinthians Paulista, mormente se considerada a existência de informações de que o diretor dispensado se habilitou como candidato em chapa pertencente à oposição, para fins de disputa de cargo na futura eleição do Clube. A manifestação também se apresenta ilegal por se valer de suposições desvalidas de prova sobre uma pretensa interferência de Armando Mendonça na dispensa do ex-diretor, ignorando a acusação que a nomeação e dispensa de membros do corpo diretivo é prerrogativa da Presidência do Clube. Afora o claro descabimento dos pedidos apresentados pela acusação, serve a petição ministerial como reforço da suspeição do Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino diante de sua inequívoca proximidade e contaminação com as questões políticas do Clube, em especial pela participação em debates de derrubada do modelo associativo. O reforço da suspeição se dá pela confissão, apresentada na petição ministerial, de que o Promotor de Justiça mantém canal direto de comunicação com Marcelo Munhões, que lhe enviou mensagem com manifestação de descontentamento sobre o desligamento. Como reforço do despropósito e gravidade da conduta da acusação, anote-se que o nome de Armando Mendonça como suposto responsável pela dispensa não é mencionado, sequer, no e-mail encaminhado por Marcelo Munhões ao Promotor Cássio Conserino. Resguardado o respeito ao Ministério Público como Instituição, é necessário pontuar que causou assombro o conhecimento da apresentação de um pedido de prisão absolutamente descabido, logo após a confirmação, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, de data para o julgamento do Habeas Corpus em que se discute o trancamento da ação por conta das ilegalidades praticadas. Sem prejuízo da manifestação formal no processo e comunicação do fato aos órgãos correcionais do Ministério Público, a defesa de Armando Mendonça manifesta plena e integral confiança na Justiça, como órgão de combate aos abusos e proteção às garantias individuais". 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