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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Pacto contra o feminicídio lançado em Brasília é tristemente vazio Milly Lacombe Colunista do UOL 05/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Lula e Hugo Motta Imagem: Gabriela Biló/Folhapress Carregando player de áudio Ler resumo da notícia É ruim, gente. É muito ruim a campanha dos três Poderes nacionais contra o feminicídio. É melhor do que nada, certamente. E muito melhor do que ter um presidente que tece elogios públicos ao estupro, como fez Jair Bolsonaro. Mas é apenas isso. Melhor do que nada e melhor do que Jair é uma miséria, é o abismo, é o desespero de saber que mesmo aqueles homens do nosso campo político são incapazes de enxergar o problema em suas complexidades. No vídeo de lançamento, a gente vê muitos homens com expressão de virilidade condenando outros homens e avisando que vão tomar providências sugerindo que o que eles farão é chamar a polícia, vão colocar a boca no trombone, não ficarão calados. Homens na posição de salvadores, homens raivosos falando contra homens violentos, homens lançando o pacto, homens apontando soluções. Daniela Lima Dino dá tiro de bazuca após torta de climão no STF Mauro Cezar Vasco chega a 4 pontos nos últimos 30 na Série A Sakamoto Lula dança com MDB e Kassab para vice em 2026 Josias de Souza Lula coloca a vaga de vice-presidente no balcão O que pode dar errado, não é mesmo? O nome do pacto é "Todos por Todas", o que já indica a quem o protagonismo pretende ser entregue. Que nome ruim, Brasil. O pacto é uma iniciativa dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Aqui vale lembrar que até pouco tempo o Congresso era presidido por um deputado acusado de estupro e de violência física contra a ex-mulher que confraternizava alegremente com todos os que estavam hoje no lançamento. O pacto apresentado pelo governo não propõe nada prático, não fala em criminalizar a misoginia, não oferece caminhos, não apresenta alternativas. É fraco. O que ele pode fazer em nome da diminuição dos crimes cometidos diariamente por homens contra mulheres? Pouco, para não dizer nada. É preciso lançar um pacto com objetivos claros. Criminalizar a misoginia já. Mas não apenas. Uma lei que prevê apenas punição já nasce falha. É preciso letrar. Letrar o governo, para começar. Letrar o presidente. Letrar ministros. Letrar todo o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O presidente Lula formou, de livre vontade, um STF inteiro de homens. Deixou a ministra Cármen Lúcia sozinha no meio de um monte de ministros na mais alta corte e repete que fez o que tinha que ser feito. Não viria exatamente dele e de sua articulação um pacto concreto e efetivo contra o feminicídio. Mas o presidente Lula é inteligente e sabe se cercar de quem pode ser farol em determinados assuntos. É uma pena que ele ainda não tenha feito para assuntos de gênero. É preciso educar a si mesmo e à sociedade. O caminho é esse e o pacto lançado pelos três Poderes não toca nos temas centrais. Soa como teatro, e de teatro estamos exaustas. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Argentina que fez gesto racista no Rio se diz 'morta de medo' após virar ré Dinâmica de Risco e Contragolpe: como será formado 4º Paredão do BBB 26 Vasco empilha chances perdidas, toma gol no fim e empata com Chapecoense Mulher dada como morta pelo Samu tem alta após 19 dias internada Crias do Terrão dão show em vitória do Corinthians sobre o Capivariano