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Esporte Corinthians reconhece rombo e tenta aliviar repasse em plano de recuperação Fábio Lázaro Colaboração para o UOL 08/12/2025 10h17 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Osmar Stábile, presidente do Corinthians Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF O Corinthians apresentou uma nova proposta no Regime Centralizado de Execuções (RCE) e aceitou integralmente as condições impostas pela Justiça para manter o processo ativo. A nova versão do plano detalha, pela primeira vez, o impacto de dívidas fora do regime e sustenta que o clube ja tem cerca de 20% da receita anual comprometida. Em decisão revelada anteriormente pelo UOL , o juiz da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo rejeitou a homologação do plano então apresentado, mas deu prazo para correções, sob pena de extinção do RCE. Josias de Souza Flávio tem preço, mas resta saber se tem quem compre Letícia Casado Michelle Bolsonaro busca espaço na cúpula do PL Sakamoto Resiliência de Bolsonaro deixa centrão submisso Felipe Salto Juros altos e espasmos do PIB: uma história sem fim Entre as exigências estavam comprovação documental completa, revisão da distribuição de receitas e esclarecimentos sobre dívidas com a Caixa Econômica Federal, tributos e débitos no âmbito esportivo. Receita já comprometida Na resposta ao Judiciário, o Corinthians sustentou que o percentual de 20% das receitas ao RCE já é praticamente absorvido por outras dívidas , que estão fora do regime centralizado. Entre elas estão os pagamentos à Caixa Econômica Federal, pelo financiamento da Neo Química Arena, débitos tributários parcelados e valores acordados juntos a Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD) , órgão ligado à CBF. Considerando um faturamento anual estimado em R$ 1 bilhão, essas obrigações somam cerca de R$ 200 milhões por ano , valor equivalente a cerca de 20% da arrecadação total, de acordo com o clube. Diante desse cenário, o Timão propôs um modelo de modulação do percentual a ser destinado ao RCE no seguinte formato: Continua após a publicidade No primeiro ano após a homologação, o clube se compromete a repassar ao menos 4% da receita mensal; No segundo ano, o percentual subiria para 5%; A partir do terceiro ano, o índice mínimo seria de 6%. A apuração desse comprometimento deverá ser validada periodicamente pelo administrador judicial e homologada pelo juiz responsável pelo processo. O plano mantém a estrutura debatida ao longo do processo, com o pagamento de 60% da dívida nos primeiros seis anos e a quitação do saldo restante ao longo dos quatro anos seguintes. O formato foi considerado legal pelo Judiciário, apesar das contestações de parte dos credores. Ajustes exigidos pela Justiça Em atendimento às determinações judiciais, o Corinthians também promoveu mudanças no texto: Continua após a publicidade Eliminou a categoria dos chamados "credores parceiros", considerada ilegal pelo juiz; Manteve os "credores aderentes" , que podem optar voluntariamente pelo plano com correção pelo IPCA; Reduziu para 30 dias o prazo para realização de leilões reversos , com regras mais claras para antecipação de pagamentos mediante deságio. Pressão sobre o caixa Ao detalhar números, o Corinthans reconheceu que opera com margens financeiras estreitas, mesmo com receitas elevadas. O clube destacou que, sem a modulação do percentual do RCE, haveria risco de inviabilização do fluxo de caixa e do cumprimento simultâneo das demais obrigações. Diante desse cenário, a diretoria pede a homologação do plano ajustado e aguarda novo parecer do administrador judicial, etapa decisiva para a manutenção do regime. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Qual exercício elimina gases e 'destrava' o intestino mais rápido? Como bandidos em dupla clonam chave a distância e levam carro em segundos Sobrado desaba, deixa 16 feridos e uma vítima presa sob escombros no RJ Endrick é expulso no banco do Real em jogo com revolta contra a arbitragem Flávio tem preço, mas resta saber se tem quem compre