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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Lula x Flávio: como no futebol, o mais fraco usa as armas que tem Alicia Klein Colunista do UOL 18/10/2026 22h11 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no primeiro debate presidencial do 2º turno das eleições 2026, na Band Imagem: Nelson Almeida - 18.out.26/AFP O futebol é um esporte conhecido (e amado) por sua imprevisibilidade. Não raro, um time muito forte enfrenta um time inferior e não consegue impor sua superioridade. Principalmente quando o mais fraco entra em campo determinado a não deixar a bola rolar. Um tenta construir e o outro, destruir. Na pancadaria, na catimba, na reclamação, na força da torcida. Não tem jogo. Principalmente se a arbitragem for conivente e deixar o pau quebrar. Letícia Casado Flávio usou a estratégia de Trump de 2016 em debate PVC Fla massacra o Bahia e vence cansaço e viagens Casagrande Flamengo é arte, Palmeiras é competitividade Mauro Cezar Grêmio e Internacional se afundam juntos Lula é um candidato com feitos comprovados. Você pode gostar dele ou não. Pode achar que é corrupto. Pode não ir com a cara dele. Mas ele fez coisas. Políticas públicas reais. Combateu a miséria, fomentou a educação, tirou o Brasil do mapa da fome (duas vezes), devolveu o país ao posto de oitava maior economia do mundo. É um estadista reconhecido por um monte de gente importante. Em sete anos como senador, Flávio Bolsonaro teve um projeto de lei aprovado (relativo ao Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado). Atualmente, ele é investigado pela Polícia Federal em dois inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Seu pai está preso por tentativa de golpe de Estado. Sua relação com Daniel Vorcaro e milicianos notórios é inegável, e o fantasma das rachadinhas o persegue desde que ingressou na vida pública. A lista é longa e a diferença no histórico, brutal. Por isso, é compreensível que Flávio entre no debate com Lula disposto a semear o caos. Carrinho, chutão, puxão na camisa, cotovelada, provocação, cosplay de espírito obsessor, tudo que o juiz permitir para impedir que o adversário mostre o que sabe fazer. Cada um usa as armas que tem. Às vezes, funciona. Quase sempre, dura pouco — e quem está assistindo reconhece o lado que escolheu as botinadas porque não tinha qualidade para enfrentar o rival. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Fla embala após superar goleiro inspirado, vence Bahia e retoma a liderança Com acusações em série, casos Lulinha e Vorcaro dominam 1º bloco do debate Flávio cita Moro e Deltan para provocar Lula: 'Quem te prendeu está aqui' Lula ironiza pergunta de Flávio sobre presidiários: 'Seu pai votou em mim' A Argentina deixou de ser modelo para a campanha de Flávio Bolsonaro?