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Esporte Futebol São Paulo: força-tarefa abre novo inquérito e investiga corrupção no social Pedro Lopes e Gabriel Sá Colunista do UOL e colaboração para o UOL 29/01/2026 12h28 Deixe seu comentário Vista aérea do estádio do Morumbis, em São Paulo Imagem: Marlon Costa/AGIF Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A força-tarefa composta pelo Ministério Público em conjunto com a Polícia Civil instaurou mais um inquérito para apurar possível corrupção privada no departamento social. A nova investigação tem como alvo o ex-diretor social do clube Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé. É o terceiro inquérito criminal que apura fatos no clube. O inquérito foi aberto a partir do recebimento de um áudio e uma denúncia. Procurados, o Ministério Público e a Policia Civil confirmaram a instauração de um novo inquérito policial, a partir do recebimento de um áudio e análise de outras informações, com indicação de possível prática de corrupção privada no esporte e demais crimes patrimoniais, em prejuízo do São Paulo Futebol Clube. As investigações dessa nova frente seguirão a cargo da mesma força-tarefa que trabalha nos demais casos, o dos camarotes clandestinos e os possíveis desvios de dinheiro e depósitos ao ex-presidente Julio Casares. Josias de Souza Bolsonaro empurra Carlos goela abaixo em SC Milly Lacombe Paquetá precisará de amparo psicológico André Santana Após Claudia Leitte, Ivete também vira alvo da Justiça Sakamoto Trump está erguendo sua milícia paramilitar com ICE? Procurado reportagem, Dedé afirmou que nunca negociou nada em benefício próprio no clube, e que todos os valores e atos negociados durante seu período como diretor social foram em nome do clube. Ele ocupou a diretoria durante toda a gestão Casares, e deixou o cargo no último dia 21 janeiro. No áudio que deu origem a denúncia, ao qual a reportagem teve acesso, Dedé aparece negociando com uma pessoa sobre concessões no clube. Ele diz a essa pessoa que é cobrada uma "joia" - termo usado normalmente para referir-se a uma taxa de entrada - de R$ 100 mil a R$ 150 mil. No áudio, ele também diz "a gente cobra 20% do faturamento bruto" e "as maquininhas (de cartão) são nossas". À reportagem, Dedé confirmou o áudio, e disse que os valores e condições eram todos cobrados pelo São Paulo, oficialmente, para permitir a entrada de fornecedores no clube social. Ele diz que era cobrada uma taxa de entrada de R$ 150 mil, que por vezes era negociada para R$ 100 mil, e que o clube pedia inicialmente 20% do faturamento bruto, mas que em alguns casos esse valor também era negociado e chegava até 10%. Segundo ele, todas essas cobranças iam diretamente para o caixa do São Paulo. Ele também afirma que "nossas maquininhas" diz respeito às maquinas de pagamento utilizadas e contratadas pelo clube, e afirma que manter o mesmo sistema era importante pra possibilitar e controle e contabilidade do fluxo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Americano confirma traição com babá brasileira, mas nega ter matado esposa Lula faz exames e passará por cirurgia de catarata amanhã Cobertor 'geladinho' promete aliviar calor à noite; saiba se vale a pena Palmeiras renovou com Veiga até 2028 antes de encaminhar empréstimo Palmeiras e América-MEX têm acordo verbal e preparam documentos por Veiga