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Futebol Sem grana para salários, Botafogo quer usar liminar para tirar transfer ban Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 23/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× John Textor, dono da SAF Botafogo Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF O Botafogo não tem dinheiro para pagar a folha integral do próximo mês. Essa foi uma das alegações que deram corpo ao pedido de liminar para que a SAF de John Textor pudesse operar como se já estivesse em recuperação judicial. O pedido foi aceito pela Justiça do Rio e vale pelos próximos 60 dias. A liminar vai ser usada pelo clube nas discussões na Fifa para derrubar o transfer ban ativo e travar novas punições que batem à porta. Josias de Souza Ex-BRB pode encalhar na feira de delações do Master Alicia Klein Negacionista, discurso de Neymar duvida do santista Maria Prata Psicodélicos podem alterar o cérebro e o mercado Carlos Affonso Lula diz que 'regulará tudo que é digital'; falta algo? A incapacidade de cobrir os salários de forma completa faz parte de um cenário de dívidas e asfixia financeira que coloca em risco a operação. Até por isso a cautelar conseguida ontem foi vista com alívio pela gestão John Textor. Não que isso vá gerar receita, diretamente. Mas a ideia era fazer o movimento que pudesse estancar a cobrança diária de boletos do passado e do presente alvinegro. No processo, a SAF disse que o caixa poderá atingir "níveis críticos nos próximos dias, aquém do necessário para o pagamento de salários e fornecedores essenciais às atividades". Na Fifa, o Botafogo se vê em meio a prazos de pagamento que já expiraram recentemente em quatro casos. A punição atual diz respeito à dívida com o Ludogorets pela contratação do atacante Rwan Cruz. O Botafogo confia que conseguirá a trava dos vetos às contratações porque olha o exemplo do Vasco. É que a Fifa suspendeu ações contra o Cruz-maltino por reconhecer que os créditos que deram origem à sanção estavam sujeitos ao processo de recuperação judicial e, por isso, somente poderiam ser pagos dentro do plano de pagamentos. Os advogados da SAF valorizam a liminar nos bastidores também pensando em segurar uma possível onda de rescisões contratuais de jogadores. Continua após a publicidade Como há atraso de ao menos dois meses nos direitos de imagem, os atletas já poderiam fazer esse movimento, respaldados pela Lei Geral do Esporte. Tudo isso, sem uma trava administrativa e judicial, poderia engorgar o nível de endividamento do Botafogo. Em relatório contratado por Textor e usado na ação na Justiça do Rio, o Botafogo aponta que seu passivo total está na casa dos R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão com vencimento a curto prazo, ainda em 2026. E não é segredo: no caixa, não há dinheiro suficiente para cobrir isso tudo. Textor alega que a raiz do problema foi o fim do sistema de caixa único com o Lyon e a guerra que foi deflagrada contra a Ares dentro da Eagle Bidco, empresa detentora das ações dos clubes. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Pai e filha são achados mortos em casa em SP; polícia investiga homicídio Ex-BRB pode virar encalhe no feirão das delações do Master Stellantis exibe SUV compacto que deve disputar espaço com BYD no Brasil PF mira prefeitura do interior de SP por aporte de R$ 13 mi no Master Seleção evita saia justa e espera Chelsea antes de fazer 'plano Estêvão'