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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Donald Trump escolhe Minneapolis para mostrar as garras de seu regime Milly Lacombe Colunista do UOL 15/01/2026 14h56 Deixe seu comentário 9.jan.2026 - Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com representantes de petroleiras do país sobre exploração de petróloe na Venezuela Imagem: Saul Loeb/AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia "Essa é uma situação insustentável", disse o prefeito de Minneapolis durante entrevista coletiva nesse 15 de Janeiro. O pronunciamento foi feito depois de mais um atentado da polícia imigratória contra a população da cidade, que protesta a violência usada pelo ICE, a polícia que desde o segundo mandato de Trump acelera a caça a imigrantes supostamente ilegais - e que se autoriza a agarrar e, literalmente, sumir com quem bem entender. Muitos dos detidos são encaminhados para prisões recém construídas, que mais se parecem campos de concentração, e as famílias não sabem como encontrá-los. Pela cidade, é comum que se encontrem carros abandonados, deixados ali porque seus motoristas foram levados pelo ICE. Imagens confirmadas de pessoas arrancadas de seus veículos circulam pela internet. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, lembrou que a força policial da cidade é de 600 agentes e que o ICE está nas ruas com três mil homens que aterrorizam moradores a caminho do trabalho, do mercado, da Igreja, do médico, da escola (ou dentro das escolas). Sakamoto Bolsonaro agora está onde deveria estar Wálter Maierovitch Na Papudinha, Bolsonaro muda para melhor Reinaldo Azevedo Mercado ainda aposta contra Lula nas eleições Carlos Affonso Quando o marketing vira milícia digital? Desde o assassinato de Renee Good, cidadã americana de 37 anos morta com três tiros no rosto por um agente do ICE no começo do ano, a população foi para as ruas e Donald Trump optou por aumentar o contingente de agentes do ICE na cidade. No dia 14 de janeiro mais uma pessoa foi ferida com um tiro disparado por agente da policia imigratória. A população, mesmo apavorada, não sai das ruas. Enquanto a violência policial aumenta nos Estados Unidos, Trump pede que oremos pela população iraniana. O ICE faz suas abordagens por aparência. Se a pessoa parece latina, ela é parada. Basta. Já vimos esse filme antes. Em entrevista à revista New Yorker uma ex-funcionária do ICE, que trabalhou para Joe Biden, disse que Trump não age mais dentro da lei. Para ser um agente do ICE, e carregar armas químicas e armamento militar, o treinamento é hoje de 47 dias . Qualquer um pode se candidatar. O governo está, aliás, recrutando pesadamente. O treinamento era de cinco meses, mas Trump mudou quando voltou ao poder. O número de 47 dias é para dialogar com a sua presidência: a 47º na história. Trump forma uma milícia e escolheu Minneapolis como laboratório. Se a população não recuar, ele vai usar a lei para instalar um estado autoritário e policial contra os "terroristas" internos. O prefeito de Minneapolis apela para a razão e pede paz de lucidez. Não haverá nem uma, nem a outra. Trump sabe muito bem o que está fazendo em Minneapolis: cumprindo uma promessa de campanha. Pelo menos uma delas já que os arquivos de Epstein ele não vai liberar. O que estamos vendo é a fundação de um estado policial nos Estados Unidos. Mas, por favor, olhem para o Irã. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flávio critica decisão de Moraes, e Michelle agradece agentes da PF Bolsonaro na Papudinha: ex-presidente tem direito a cela especial? Transferido para Papudinha, Bolsonaro agora está onde deveria estar Jhon Jhon brilha, e Bragantino atropela o Corinthians no Paulistão 'Não vou te visitar na Papuda', disse Bolsonaro a filho em mensagem de 2017