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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: Relato factual das cobranças do MP com termos como 'calotes' e 'sumiram', mas concede espaço à nota oficial do clube

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Mencionado apenas como dívida pendente do Corinthians, sem tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como credor que reclamou de falta de pagamento, sem tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Corinthians Nike Caixa Econômica Federal ESPN Talleres Nacional Carlos Leite Ministério Público André Cury Arena Itaquera Pix Star Banco do Brasil CNRD Roberto Victor Anelli Bodini FIDC Daycoval Nelson Wilians Adriana Cury

Conteúdo Original

O Ministério Público voltou a se manifestar no RCE (Regime de Centralização de Execuções) do Corinthians . Reiterou os pedidos feitos na semana passada , como a comprovação de cerca de R$ 60 milhões destinados à Caixa Econômica Federal, FIDC Daycoval e da Nike, além de esclarecer os calotes nos pagamentos da CNRD. O MP quer que o clube seja intimado para se manifestar sobre "os compromissos perante a CNRD, diante das notícias de inadimplemento e de sanções desportivas perante a Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF, viável a intimação do Clube devedor para esclarecer documentalmente a situação do plano vigente na CNRD e informar a existência de eventuais receitas constritas ou comprometidas". Além disso pediu que a Justiça publique a intimação para o clube pagar os R$ 10.140.956,79 que "sumiram" dos rateios de julho e agosto, conforme antecipou a ESPN. Sobre os demais valores, após reclamações do empresário Carlos Leite, o Ministério Público, mais uma vez, solicitou que o clube apresente explicações sobre uma série de valores, que totalizam cerca de R$ 60 milhões. "Reitera-se a necessidade das providências requeridas quanto à comprovação ou glosa do desembolso de R$ 26.034.838,02 da Caixa Econômica Federal, à reinclusão das deduções de R$ 1.393.279,13 do FIDC Daycoval, ao esclarecimento da receita de R$ 32.775.000,00 da Nike com disponibilização dos contratos sob sigilo aos interessados, à publicação do edital de leilão reverso de R$ 3.141.958,11 e à apresentação da relação individualizada das guias judiciais do Banco do Brasil", disse o MP. Outro posicionamento do órgão é sobre um dinheiro bloqueado em processo movido pelo agente André Cury, que havia sido transferido ao RCE. O MP quer que esses valores, conforme pedido pela defesa do empresário, feita pela advogada Adriana Cury, sejam resguardados. São cerca de R$ 14 milhões em bloqueios. Na semana passada, a ESPN trouxe em primeira mão sobre o ultimato do MP ao clube. O Corinthians corre o risco de perder o plano de pagamento aprovado pela Justiça, após o Ministério Público de São Paulo pedir para o tribunal dar um prazo de 15 dias para que o clube regularize os pagamentos atrasados para os credores que fazem parte do acordo. Além de convocar a Administradora Judicial a se manifestar, o promotor Roberto Victor Anelli Bodini cobrou que o clube paulista comprove em duas semanas o depósito e o pagamento integral dos valores pendentes dos rateios referentes a julho ( R$ 2.499.657,51 ) e agosto ( R$ 7.641.299,28 ), totalizando R$ 10.140.956,79 , “sob pena de revogação do benefício de suspensão das execuções individuais e retomada dos atos expropriatórios”. O MP-SP determinou ainda que o Corinthians comprove, também em 15 dias, um pagamento de R$ 26.034.838,02 atribuído à Caixa Econômica Federal que teria sido feito no dia 25 de junho, assim como apresentação dos extratos bancários da respectiva conta de origem e demonstrações contábeis da Arena Itaquera S.A., sob pena de recusa definitiva do lançamento na base da RCE e imediato recálculo majorado do aporte referente a junho. Outro pedido de esclarecimentos é sobre o contrato do clube com a Nike. O MP quer que o clube explique a classificação contábil do ingresso de R$ 32.775.000 , em 31 de agosto relativo à fornecedora de material esportivo colocado como operação financeira, bem como apresentar os instrumentos solicitados pela administradora judicial. O Corinthians também deve publicar o edital do leilão reverso contemplando o valor de R$ 3.141.958,11 , relativo a 20% das transferências de atletas entre fevereiro e agosto, e o levantamento de valores a serem pagos a credores específicos, que apresentaram reclamações nos autos. A ESPN vem mostrando diversos problemas do Corinthians em seu RCE. Na semana passada, o empresário Carlos Leite, por meio da empresa a RC Consultoria, apontou que o Corinthians deixou de pagar 42% de seu rateio do mês de agosto e ainda 100% do que deveria ter sido embolsado em setembro. A empresa classificou o ocorrido como "graves irregularidades". A petição de Carlos Leite vem logo depois de outros credores denunciarem falta de pagamento do Corinthians no âmbito do RCE. Também reclamaram ausência de pagamentos ou comprovantes o empresário André Cury, o time paulista Nacional, a ex-patrocinadora Pix Star e o advogado Nelson Wilians. Tudo isso enquanto o perito responsável por fiscalizar o processo deu prazo para o Timão comprovar o destino de mais de R$ 10 milhões. No início do mês, em uma manifestação de 63 páginas, o perito responsável por administrar o RCE enviou uma série de questionamentos e cobranças ao Corinthians na Justiça, dando o prazo de 15 dias para a manifestação do clube. Entre elas, o esclarecimento de onde estão R$ 2,5 milhões "pendurados" pelo clube que deveriam ter sido destinado a credores em julho, o rateio de mais R$ 7,6 milhões dos pagamentos de agosto, a natureza de lançamentos sem contrapartida, explicações sobre a dívida com o Talleres , exigência dos contratos com a Nike, divergências de valores e demonstrações financeiras da Arena, entre outros. Caso perca seu RCE, o Corinthians vai voltar enfrentar centenas de processos judiciais que hoje estão paralisados pela Justiça e, antes da homologação do plano, vinham bloqueando as contas do clube sucessivamente e impedindo o pagamento de salários. O clube listou mais de R$ 700 milhões em dívidas judiciais que poderiam ser contempladas no regime. Em nota oficial, o Timão se manifestou dizendo que o RCE tem grande importância em sua reorganização financeira, tratando de forma técnica e responsável os pontos relacionados aos pagamentos, sempre buscando o cumprimento de suas obrigações. Veja abaixo: O Sport Club Corinthians Paulista reforça que o Regime Centralizado de Execuções (RCE) é um instrumento de grande importância para o processo de reorganização financeira do Clube e para a construção de uma solução sustentável em relação às suas obrigações. O Corinthians acompanha permanentemente a execução do plano e está tratando, de forma técnica e responsável, todos os pontos relacionados aos pagamentos, compromissos financeiros, operações realizadas e receitas vinculadas ou comprometidas. Os esclarecimentos específicos a respeito dos questionamentos apresentados, incluindo valores, critérios adotados, fluxo de pagamentos, contratos, cessões de recebíveis e demais aspectos mencionados, serão prestados formalmente nos autos, com a documentação e o detalhamento necessários, assim como serão apresentados ao Administrador Judicial nos canais adequados. O Clube ressalta que mantém diálogo com os agentes envolvidos e adotará as medidas necessárias para preservar o RCE e sua finalidade, sempre buscando compatibilizar o cumprimento de suas obrigações com a manutenção das atividades e a recuperação do equilíbrio econômico-financeiro da instituição. Por fim, o Corinthians reconhece os desafios do atual cenário financeiro e segue trabalhando em diferentes frentes para reorganizar seu fluxo de caixa, reduzir seu endividamento e criar condições para o cumprimento sustentável de seus compromissos. O Clube entende, também, que questões dessa complexidade devem ser tratadas com responsabilidade e, por essa razão, evitará antecipar publicamente informações.