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Martínez rompe ligamento do joelho e pode não jogar mais pelo Corinthians em 2026 O promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, ameaçou pedir busca e apreensão no Parque São Jorge para obter gravações das câmeras de segurança do 5º andar do prédio da sede do clube, inclusive da sala da presidência do Corinthians , em meio a uma apuração sobre o suposto contato do ex-presidente Andrés Sanchez com dirigentes, o que poderia contrariar uma medida cautelar imposta pela Justiça. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Em paralelo, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, determinou a suspensão temporária das apurações internas sobre supostas irregularidades no uso do cartão corporativo por Andrés, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, sob a alegação de que, com a sequência dos trabalhos, poderia haver o descumprimento de ordens judiciais. Tuma está incomodado com o presidente Osmar Stabile porque a diretoria não avisou o Conselho sobre as restrições impostas a Andrés nas investigações criminais em curso por parte do MP. Primeiro despacho do MP O presidente do Conselho se surpreendeu ao ser notificado de um despacho do promotor, de 4 de fevereiro, solicitando filmagens das câmeras de monitoramento do 5º andar no dia em que a Comissão de Justiça ouviu Andrés. O depoimento ocorreu em 1º de dezembro de 2025, mas no 3º andar, onde estão as salas utilizadas pelo Conselho. O promotor também pediu os contatos do conselheiro André Negão e do secretário-geral da diretoria, Antônio Jorge Rachid Júnior, para que eles pudessem ser chamados a prestar depoimentos, além de imagens de câmeras de monitoramento públicas. Conserino queria comprovar um encontro entre Andrés e André Negão no bairro Vila Olímpia, em São Paulo, no último dia 4, e uma ligação telefônica entre Andrés e Rachid, no dia anterior. O ex-presidente está proibido de manter contato com testemunhas e dirigentes do Corinthians desde 11 de dezembro de 2025, em uma medida cautelar imposta pela Justiça em uma das denúncias criminais apresentadas pelo MP por suposto irregular do cartão corporativo do clube entre 2018 e 2020. Em nota, o Corinthians informou que "atendeu de forma oficial a solicitação do Ministério Público". 1 de 1
Parque São Jorge, sede social do Corinthians — Foto: José Edgar de Matos Parque São Jorge, sede social do Corinthians — Foto: José Edgar de Matos Mais notícias do Corinthians : + Allan chega a São Paulo para assinar contrato: "Sonho" + Martínez tem lesão no joelho constatada após retorno atrasado + Contratação de Zakaria causa mal-estar; veja bastidores Ao ser notificado do despacho de Conserino, Romeu Tuma determinou, na última segunda-feira, a suspensão temporária dos processos que tenham sido investigados respondendo a procedimentos em segredo de justiça "até que haja o levantamento da anotação ou até que a diretoria estabeleça canal de comunicação eficaz com o Conselho Deliberativo do qual se possa extrair segurança acerca do compromisso de compartilhamento instantâneo de informações entre os poderes". Romeu Tuma quer que a diretoria peça à Justiça autorização para que o Conselho Deliberativo tenha acesso aos procedimentos judiciais para "evitar potenciais descumprimentos" de ordens. Segundo apurado pelo ge , a diretoria fez o pedido à Justiça para o Conselho ser autorizado a retomar os trabalhos das apurações internas. Segundo despacho do MP Já na noite de segunda-feira, o promotor do MP emitiu novo despacho, cobrando novamente o envio das imagens do circuito interno de monitoramento do Parque São Jorge e alegando que a suspensão dos procedimentos administrativos determinados por Romeu Tuma "depõe contra a própria entidade desportiva que não consegue cumprir minimamente as determinações administrativas e a aplicações das sanções". Para Conserino, a afirmação de que a proibição de contato com Andrés com dirigentes do clube impediria os trabalhos das comissões nas investigações "beira o absurdo e quer de maneira direta descumprir preceitos administrativos e indiretamente questionar uma decisão judicial". — Evidentemente que é possível coexistir as medidas cautelares impostas pelo Juízo e as funções do Conselho Deliberativo — escreveu o representante no MP. O promotor pontuou também que, em 1º de dezembro, quando Andrés prestou depoimento, ainda não havia as medidas cautelares - impostas ao ex-presidente só no dia 11 daquele mês. Neste segundo documento, Conserino fez novo pedido de imagens, referentes aos dias 11, 12 e 13 de dezembro de 2025, "quando já havia decisão determinando o não ingresso nas dependências do SCCP e contato com dirigentes". Segundo o promotor, houve uma denúncia de que, em algum desses dias, Andrés esteve no Parque São Jorge, nas dependências da presidência. Ele requer o envio de gravações da recepção da presidência e da sala de Stabile, no quinto andar, "estipulando-se um prazo de 72 horas, sob pena de busca e apreensão e requisição policial". + Leia mais notícias do Corinthians Garro perdeu a vaga de titular? GE Corinthians analisa 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians 🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, no sportv e no ge 50 vídeos