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Análise dos Times

Motivo: O time é mencionado como o clube de Vini Jr., mas não há análise de viés direcionada especificamente ao time.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado brevemente como o clube de Gianluca Prestianni, sem relevância para o viés.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Real Madrid Kylian Mbappé Endrick Benfica Liga dos Campeões Alicia Klein Vini Jr. José Mourinho Lewis Hamilton Brahim Díaz David Alaba Ferland Mendy Virginia Fonseca Aquiles Marchel Argolo Lilian Thuram

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Racismo contra Vini Jr.: o ensurdecedor silêncio dos brancos Alicia Klein Colunista do UOL 19/02/2026 11h48 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Vini Junior, do Real Madrid, e Gianluca Prestianni, do Benfica, em partida pela Liga dos Campeões Imagem: Eric Verhoeven/Soccrates Images/Getty Images Vinicius Júnior foi vítima de racismo mais uma vez. De novo, teve a coragem de não se calar e enfrentar do alto os seus agressores. De novo, escolheu ser o negro que afronta. De novo, precisou aguentar não só ofensas racistas, mas também as outras violências que vêm com elas, como a cometida por José Mourinho. O problema, vejam, não é o racista; é o negro que se rebela, que grita, que dança. Seria tudo tão melhor se ele simplesmente ficasse calado e jogasse bola, não é mesmo? Como escreveu o colega Aquiles Marchel Argolo, neste brilhante texto : "Ao não se calar, Vini Jr. é frequentemente acusado de 'vitimismo' ou de 'tirar o foco do futebol'. Essa pressão para que ele 'aceite' as ofensas como algo normal é a prova de que a sociedade prefere um negro resiliente e calado a um negro rebelado e barulhento. Ele escolheu ser o segundo, e isso tem um custo emocional e profissional gigantesco. Se fosse ele menos talentoso e em um clube menor, possivelmente já teria sido destruído." O que não surpreende mas abala é testemunhar o permanente silêncio dos brancos ao redor de Vini. Kylian Mbappé foi grandão, manifestando-se ainda dentro de campo e, depois, aos microfones. Lewis Hamilton demonstrou apoio, assim como Endrick, David Alaba, Brahim Díaz, Ferland Mendy. Lilian Thuram deu uma declaração dura contra o arrogante técnico português: "Quem é você, Sr. Mourinho, para decidir o que Vinicius tem o direito de fazer? Essa declaração exala superioridade branca e narcisismo. O ato racista que Vinicius sofreu não teve nada a ver com o comportamento dele, mas sim com a cor da sua pele. Mourinho sugere que a culpa pode ser de Vinicius . Que ele provocou isso, basicamente. É ultrajante. Esse sentimento de superioridade que algumas pessoas brancas têm as impede de se colocar no lugar das vítimas. Elas precisam de mais humildade." Sakamoto 'Defesa' da família mobiliza; soltar Bolsonaro, não Milly Lacombe Marta, a mulher que estendeu o horizonte Sílvio Crespo É o fim do CDB como um investimento seguro? Gustavo Miller Como Bad Bunny fez o Brasil se reconhecer latino O que eles todos têm em comum é a experiência de não ser branco no mundo. Assista aos jogos da Champions League ao vivo na HBO Max por apenas R$ 0,99/dia no plano anual. Assine já! Classificação e jogos Liga dos Campeões E onde estão os outros, os privilegiados, os aliados? Onde estão os brancos poderosos? Onde está Virginia Fonseca? Seu silêncio é talvez o mais emblemático — e deprimente — de todos. "Ao publicar stories de Carnaval e vídeos de 'samba abstrato' no mesmo fim de semana em que Vini Jr. enfrenta mais um episódio de racismo, ela escolhe não se incomodar. É a personificação do privilégio branco de poder desligar o racismo como quem desliga a televisão." Aquiles, novamente, é perfeito em sua análise. "O contraste entre a postura de Vini Jr. e a de Virginia Fonseca é um retrato perfeito de como o racismo opera nas relações interraciais. Vini Jr. é obrigado a lutar, a gritar, a denunciar, porque sua existência pública é, por si só, um alvo. Ele não pode se dar ao luxo de ignorar. Virginia Fonseca pode optar pelo silêncio, porque o racismo não a atinge diretamente. A dor do parceiro, neste caso, não foi suficiente para fazê-la abandonar o roteiro programado de posts patrocinados e dias de folia." Não deixem de ler o artigo de Aquiles , na página Pretessências. É tudo desolador, mas é ainda mais angustiante ver os muito ricos e muito poderosos — que continuariam ricos e poderosos mesmo se indispondo com parte da opinião pública — optando pelo conforto do silêncio. Até quando o racismo chega bem pertinho deles. Continua após a publicidade Do alto de seus privilégios, os brancos (e obviamente me incluo aqui) não parecem dispostos a colocar a própria pele para jogo, enquanto aos negros simplesmente não é dada essa opção. Se a Vini sobra coragem, nós somos definidos pela covardia. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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